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É cedo pra falar de sucessão municipal? Não, não é. E CH é pole position, neste momento

Comecemos falando dos "grandes eleitores". Ou aqueles nomes de prestígio cuja candidatura não se concretizará, por uma ou outra razão, e, no entanto, influenciam decisivamente.

Há um caso típico, atualmente, em Balneário Camboriú: Carlos Humberto, deputado estadual de 18.625 votos na cidade na eleição de 2022, ex-vice-prefeito e empresário de sucesso desde os seus 18 anos na cidade.

Há toda uma atuação partidária no PL, sua agremiação, no sentido de sua candidatura à prefeitura. É o pole position, ante qualquer avaliação ou levantamento feito. O segundo mais votado na cidade foi Piriquito (8.902 votos). Que não será candidato. Talvez por Camboriú, como já manifestou. Vai enfrentar Leonel Pavan por lá, manifestamente aspirante à candidatura na cidade vizinha. Se ocorrer, será uma disputa sui generis: dois nomes originários de cidade vizinha, com vastas possibilidades de vencer.

As movimentações partidárias e o anseio de seus correligionários parece ainda não terem tocado fundo nas pretensões de Carlos Humberto. Sua indefinição, ao menos por enquanto, deve-se à sua confissão aberta e franca de gostar de ser deputado, cargo em que se vem movimentando muito à vontade e intensamente. Para além disso, é um jovem e pode ir mais adiante nos objetivos. Resumindo: tem bastante tempo pela frente. Exceto na condição do momento: seu nome é o mais forte de todo o quadro eleitoral, neste momento, e nome sem competição dentro do PL. Talvez ele queira indicar alguém para ir. Não será a mesma coisa e exigirá um esforço muito maior e nem se sabe do êxito. Com ele, a aceitação seria bem maior do que qualquer outro nome, por mais respeitável e forte. Porque vem a pergunta: quem?

Pois Carlos Humberto, salvo melhor juízo (e juízo ele mostra ter), deveria definir desde já a sua possibilidade de candidatar-se, embora sob a condição corriqueira de "o partido é quem decide". Abstraído o fato de o partido ser ele, em se falando de possibilidades eleitorais.

Por quê definir desde já? Porque fecha espaços a invasores nem sempre simpáticos às suas pregações e ações. Se ficar afirmando distância da candidatura, permitirá o avanço dos adversários. É tudo o que querem. Não é por acaso que, de vez em quando, tentam colocar embaraços à sua atuação como parlamentar. É o método de "assassinar reputações", tão conhecido no submundo da política nacional. Se não pode mostrar méritos suficientes, crie-se defeitos nos outros.

Cabe a Carlos Humberto usar a estratégia do "fogo de barragem" para deter a onda contrária.

Ou, numa tradução mais simples da linguagem, pôr o bloco na rua.


 
 
 

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© 2020 | Aderbal Machado

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