É bom saber a diferença entre adversário e inimigo
- Aderbal Machado

- 22 de dez. de 2023
- 2 min de leitura
É História pura. Tempos antes da eclosão da Segunda Guerra.
Hitler organizou uma reunião com a Inglaterra e conseguiu o que queria: a anexação dos Sudetos, região da atual República Tcheca, com a promessa de que seria sua última reivindicação territorial. Chamberlain, primeiro ministro inglês, assinou o famigerado “Acordo de Munique” e voltou triunfante para a Inglaterra.
Ao desembarcar no antigo aeroporto de Heston, em Londres, Chamberlain proclamou o infame discurso “Peace in our time” em 30 de setembro. Foi recebido com festa por todos que colocaram seus delírios e utopias pacifistas acima da realidade.
Winston Churchill, ao falar sobre o acordo, presenteou o mundo com uma das suas mais famosas frases: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”.
O resto é história: em 10 de março de 1939, Hitler dá uma banana para o acordo e invade a antiga Tchecoslováquia. Em 1 de setembro, a Alemanha ataca a Polônia e começa a Segunda Guerra Mundial.
Numa guerra, é preciso ter uma noção clara de quem é um eventual concorrente, que tem diferenças pontuais com você, e quem é seu inimigo, que quer eliminar você. Sua sobrevivência depende do entendimento de quem é quem.
Noutros campos da política, mesmo fora de uma guerra armada, é igual.
Não se pode e nem se deve ser ingênuo ao se deparar com uma situação parecida transmutada para os dias atuais.
O que estamos assistindo é uma batalha prévia, onde se juntam forças para destruir qualquer um cuja ação interfira nos planos engendrados para tomar o poder. Consola a verdade: ninguém tenta derrubar fruta ruim ou laranja azeda. E quem é atacado por muitos e com ferocidade e insistência - regra geral e quase absoluta -, é porque é forte.










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