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Vivo um novo desafio todos os dias e acho isso necessário na vida de rádio

Atualizado: 13 de out. de 2025


Na idade atual, após cruzar 81 e daqui a pouco encostando nos 82 anos de idade, creio ser oportuno ter pela frente desafios. Sem aquele romantismo da vida - real, daqueles cuja essência é o fazer as coisas da melhor forma, superando as limitações naturais do tempo.


Exercitar o cérebro e a condição física. Saltar obstáculos - ainda - e traduzir eventuais derrotas em vitórias.


Tenho a vaidade de conhecer e reconhecer meus limites naturais e fáticos. Como locutor, aprendi ao natural a interpretar leitura, a dar emoção às palavras. Ensinou-me Aryovaldo, o mano radialista e jornalista com quem me iniciei na atividade, depois passando pelas mãos dos outros irmãos, Agilmar e Attahualpa, este último com menor atuação, mas seguindo suas lições de estilo castiço; Aryovaldo era ferino e Agilmar ia fundo nos fatos até desgastá-los no objetivo. Uns, Attahualpa e Aryovaldo tinham um jeito mais cortante. Um, Attahualpa, no sentido crítico, batia com contundência total nos seus alvos - pra matar a cobra de uma vez; Aryovaldo cozinhava até o fim, reservando para lá a cartada final, o golpe de misericórdia. Enfim, fui um pouco de todos e abriguei seus estilos em mim. Um amálgama frutificante.


Passei, desde antes de 1960, por experiências iniciantes e, logo após, pelo vínculo profissional: rádios Araranguá, da minha cidade; rádios Difusora e rádio e TV Eldorado, de Criciúma; rádios Cultura (TV, depois RCE), rádios Diário da Manhã e Santa Catarina, de Florianópolis e rádios Menina e Transamérica, de Balneário Camboriú, onde ainda passei pelas televisões Panorama e Menina. Acrescento passagens fugazes pelas rádios Cidade, de Itapema, e Aquarela, de Barra Velha. Aventuras a que jamais me dedicarei de novo (trabalho em cidades distantes de onde estou, tendo que enfrentar uma BR criminosa e um trânsito completamente doido).


Hoje, contratado pela Rádio Câmara de Balneário Camboriú, sob contrato da empresa privada e responsável pela produção dos jornalísticos da emissora, a Rockset Produções, sinto-me particularmente valorizado. Primeiro, por ter o reconhecimento de valores que imaginei ter perdido ao longo do tempo, pela inércia de tantos anos; segundo, por não ter sido pressionado pelo fator idade ao ser contratado, até pelo contrário - isto em nem um momento passou por questionamento. Nem antes e nem agora.


E aqui, exatamente aqui, tenho sido desafiado a cumprir um papel com nuanças antes não vivenciadas: produção de programas, comando da mesa de som, locuções de especiais destinados à rede nacional da Câmara dos Deputados, em parceria com colegas de banca e tantos outros. É infinito este mundo.


Um desafio todos os dias. Sim, a idade pesa em alguns momentos, porém justamente aí se cumpre outro desafio: nada é obstáculo quando se quer. E se a gente quer, pode. Me sinto, em verdade vos digo, um guri extasiado com as oportunidades. É como morrer e ressuscitar. Embora minha experiência ainda não se tenha manifestado nisso de morrer e ressuscitar. Não é por acaso que lá dentro da emissora sou chamado de "nosso estagiário". Fui tantas coisas na carreira: locutor, apresentador, "anchor man", editor, gerente, diretor. Mas o título de estagiário, neste momento, é reformador e definitivo. Aprender sempre, eis a regra,


 
 
 

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© 2020 | Aderbal Machado

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