Um ruído público entre Carlos Humberto e Fabrício na sucessão municipal
- Aderbal Machado

- 7 de out. de 2023
- 2 min de leitura

A um ano da eleição de prefeito e vereadores, acendem-se polêmicas em torno da escolha do futuro prefeito de Balneário Camboriú. E no momento a conversa gira em torno das relações políticas de Carlos Humberto, deputado, e Fabrício Oliveira, prefeito.
A imprensa alardeou um papo quase hostil, consideradas as proporções das relações até aqui entre ambos. O prefeito, numa emissora local, chegou a afirmar um veto à candidatura de Carlos Humberto à prefeitura. A resposta do deputado chegou pronta e forte: não é ele (prefeito), quem decide. Diretamente: a decisão é dele, Carlos Humberto, e do partido e correligionários. A chamada "base", comumente falada.
Alguns contornos podem ser considerados nesse charivari: Carlos Humberto é o potencial nome mais viável a uma vitória nas eleições, em qualquer quadro formado. É o primeiro ponto. E, portanto, será o alvo preferencial de todos. Inclusive do prefeito e por razões bem claras: eleito, Carlos Humberto administraria e comandaria a prefeitura sem os vínculos criados, inclusive e principalmente no quadro funcional, do prefeito atual. Haveria uma defenestração ampla, geral e irrestrita. Enfim, os jeitinhos e privilégios instalados de grupos ou pessoas, acabaria.
Outro contorno é saber-se do jeito Carlos Humberto de agir: responde sempre com clareza, não pactua com arranjos fora de limites visíveis e claros, não é um jejuno em administração, está fora de grupos de interesse político cultuados ou forjados pelo prefeito e deles quer distância.
Um dos males, entretanto, é a indefinição de Carlos Humberto até aqui. Isso o torna alvo constante numa política de tentativa de esvaziamento do seu nome. Talvez se entrasse pra valer desde já pudesse eliminar isso, porém igualmente anteciparia em muito as avalanchas de pressões de todos os lados.
A desenvoltura com que o prefeito o trata numa tentativa de alijamento do processo sucessório municipal mostra bem quais são os parâmetros. O prefeito, nesse aspecto, demonstra querer um nome de sua absoluta intimidade. E Carlos Humberto certamente não é, filosófica, administrativa e politicamente falando. A circunstância é clara: Fabricio quer continuar dando as cartas. Bancar o Pavan dos tempos de Spernau na prefeitura. E sabe que, neste sentido, as aberturas com Carlos Humberto seriam (ou serão) muito restritas e seletivas.
Tem um pouco de ingenuidade nisso daí. Porque é inadmissível, depois de tanto tempo de parceria em duas administrações como prefeito e vice, ter desconhecimento do jeito de ser de Carlos Humberto.
É sempre bom lembrar: eleição de prefeito de Balneário Camboriú não tem segundo turno. Ganha quem levar mais votos. Ponto. E matemática, eleitoral e politicamente falando, quanto mais candidatos se lançarem, melhor para o nome mais forte. Não por acaso, Carlos Humberto. Estamos conversados.











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