Sucessão em BC: o desassossego e os conflitos dentro dos partidos
- Aderbal Machado

- 12 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
Conflitos internos consomem os maiores partidos de Balneário Camboriú.
A começar pelo PL, emaranhado numa teia de chutes pra todo lado, ante a ação politicamente deletéria do prefeito Fabrício Oliveira, recém chegado ao PL, em impor o direito de indicar um nome à sua sucessão deixando de lado o principal líder da legenda, o deputado Carlos Humberto. Por rixa pessoal incompreensível, pois foram prefeito e vice por dois mandatos. Há uma debandada dos "humbertistas" e a unanimidade dos 12 deputados estaduais do partido se solidarizam com Carlos Humberto, exigindo sua indicação e informando boicote a qualquer outro nome durante a campanha.
Enquanto isso, o governador Jorginho, após autorizar o prefeito a ser o mandante do jogo, recebe uma retaliação dessa, a iniciativa dos seus parlamentares e deve estar acuado sem saber exatamente qual a atitude a tomar: mantém o dito ou recua? Por uma ou outra, está enfiado numa camisa-de-onze-varas. Perdeu sua autoridade, se tinha alguma.
Isso muda algo? Talvez. É o sinal para um sim, muda. Mas não é indicativo definitivo.
Dentro do PL já se reconhece ter o partido errado ao aceitar Fabrício, jejuno na legenda, como seu presidente. Ingenuidade ou puro erro de cálculo. Ou comodismo, apenas. Jogo político-partidário é algo um pouco mais sofisticado do que essa coisa simplória de ir atrás de sorriso fácil e salamaleques midiáticos.
Depois vem o MDB que, de oposição ferrenha, passou a aliado, até com direito a ocupar secretarias municipais. Poucos entenderam. E novamente está do outro lado, pois uma candidatura sua é, por enquanto, incogitável como integrante de uma chapa governista. Dois nomes brigam lá dentro por indicação à candidatura de prefeito: Nilson Probst e Marcelo Achutti. Conversei com os dois e a linha de argumentação de ambos é diametralmente oposta. Há detalhes que não revelo por terem sido conversas fechadas, embora não haja o compromisso de omitir o ânimo de ambos e o clima político (não pessoal) entre eles. Só as palavras ficarão incógnitas. Mas não é nada bom. Vão se engalfinhar na hora devida, quando o partido estiver em cima do prazo de decidir.
Do mesmo modo aconteceu com Juliana Pavan, saída do PSDB para o PSD. Ela revelou e não pediu segredo: o PSDB acabou e inexiste clima solidário lá dentro. Bom, aí vamos espichar: o PSDB acabou nacionalmente. Está entregue às baratas. Por, justamente, conflitos mal digeridos e levados aos extremos. Tanto quanto no PL e no MDB daqui.
O espírito de conciliação dos contrários, sentido maior da política, acabou.










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