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Polícia conclui que jovens morreram asfixiados por monóxido de carbono dentro do carro em BC

Esclarecido pela Polícia Civil, em coletiva à imprensa, o caso da morte de quatro jovens em veículo estacionado no Terminal Rodoviário de Balneário Camboriú, no dia 1º de janeiro de 2024.



Trabalho pericial

A Polícia Científica chegou na rodoviária de Balneário Camboriú por volta das 08:50h para atendimento de local de crime. Os corpos já sem vida estavam dispostos fora do carro, sob a calçada, depois do atendimento de urgência e emergência do SAMU. Não foi identificada a presença de drogas no veículo e nem sinais de violência nas vítimas. Foram realizadas análises preliminares no veículo.


Os corpos chegaram ao setor de Medicina Legal da PCISC às 10:15h, e os exames necroscópicos iniciaram às 10:40h. Como as vítimas apresentavam evidentes características de asfixia, foram colhidas amostras de sangue e urina para realização de exames laboratoriais necessários à elucidação do caso, incluindo a quantificação de monóxido de carbono. Os corpos não apresentavam lesões traumáticas, descartando possíveis ações de terceiros. 


O setor de Toxicologia Forense analisou as amostras e descartou a presença de entorpecentes, venenos e bebidas alcoólicas nas vítimas. Já os exames de carboxihemoglobina acusaram níveis fatais de monóxido de carbono, superiores a 50% em três vítimas e, entre 49% e 50%, na quarta vítima, confirmando asfixia por monóxido de carbono como causa das mortes.


Alterações irregulares causaram as mortes

O Setor de Engenharia Forense da Polícia Científica realizou uma série de exames periciais no veículo onde se encontravam os jovens, contando em alguns deles com o suporte e apoio técnico da empresa fabricante. Durante os trabalhos foram identificadas quatro alterações na estrutura original, realizadas com o propósito de aumentar a potência e o ronco do motor. 


Uma delas consistiu na retirada de uma peça original do veículo onde se encontra o catalisador, sistema que elimina até 90% do monóxido de carbono gerado pelo motor, dando lugar a peça similar conhecida como downpipe. No entanto, além de não apresentar o sistema de filtragem dos gases, o novo componente se rompeu durante o uso e provocou a saturação do ambiente interno do veículo com monóxido de carbono, fato causador das mortes. 


De acordo com a Divisão de Engenharia Forense da PCISC, ao medir o nível de monóxido de carbono no interior do veículo, com o ar-condicionado ligado, em 16 minutos foi obtida contagem de 1.000 ppm, nível máximo de alcance do aparelho medidor. Sem a presença do ar-condicionado, esse nível foi zero. Em comparação com um veículo de estrutura original preservada, mesmo medindo diretamente na saída do escapamento esse nível é de 30 a 40 ppm.


Inquérito policial 

Na entrevista coletiva, o delegado Bruno Effori contou que havia acabado de entrar no plantão quando recebeu a informação da ocorrência. Logo após chegar ao local dos fatos, tomou as primeiras providências e colheu informações preliminares sobre o caso.


Como havia mortes, posteriormente, o caso foi encaminhado para Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú e o inquérito passou a ser conduzido pelo delegado Vicente Soares. “Analisamos as imagens e coletamos depoimentos para a identificação da dinâmica dos fatos. Já ouvimos testemunhas e familiares. Nos próximos dias ouviremos os responsáveis pela customização identificada no veículo”, assinalou.


O inquérito ainda não foi finalizado e as pessoas que realizaram as alterações no carro poderão ser indiciadas por homicídio culposo.

 
 
 

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