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Não, eu não perdôo

A palavra PERDOAR vem do latim “perdonare”, que significa “doar”.

Perdoar alguém significa, em outras palavras, “doar” seu direito de estar ressentido com quem lhe agrediu.


Sinceramente, não é assim que nossa natureza funciona. Acreditar nesse papo “perdão” é negar um instinto humano básico: o instinto de sobrevivência. Se alguém precisa de “perdão”, isso provavelmente ocorreu porque aquela pessoa violou acordos de confiança, segurança, zelo, justiça, honestidade ou correspondência – acordos que costumam ser essenciais para a preservação de sua vida em vários contextos diferentes.


“Perdoar” é criar uma ilusão narcisista e hipócrita de que você pode ser algum tipo de “santo” ou “santa”. Caia na real: NINGUÉM é.


Seja mais honrado consigo mesmo. Não perdoe. No lugar de perdoar, ENTENDA. Entenda o erro do outro e diga: “eu entendo porque você agiu assim, mas não vou abrir mão do meu direito de sentir que você agiu errado. Só espero que você não faça essa merd@ de novo”. E pronto.


Ou continue vivendo essa fantasia infantil onde você acredita, como um mamífero sofrendo de graves problemas de cognição, que seus julgamentos de integridade podem ser transmutados ao inverso de si mesmos simplesmente porque você ou outra pessoa falou uma palavrinha “mágica”.


Autor: ALESSANDRO LOIOLA, médico e escritor

 
 
 

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