Novos comandos em Camboriú e BC e as esperanças renovadas de melhores dias
- Aderbal Machado

- 24 de dez. de 2024
- 2 min de leitura

Algumas cidades só desejam continuar o ritmo. Noutras, mudanças radicais na forma e no jeito de fazer. Caso de Balneário Camboriú e Camboriú, cidades geminadas territorial, social, econômica e estruturalmente. Cidades interdependentes em seus objetivos. Mais do que se imagina. Muito mais. Precisam ambas funcionar harmonicamente, dificuldade vivida durante todo o tempo até aqui, apesar de, muita vez, serem comandadas por gestores de um mesmo partido e de uma mesma filosofia política. Prevaleceu muito de preconceito, conflitos de interesses, ciumeiras pessoais e políticas, resultando sempre em uma carência absoluta de sincronia. A mobilidade urbana, o saneamento, a saúde e até o turismo são sinais claros disso. Nesse tempo todo perdido, poder-se-ia ter equacionado o desastre do saneamento unificando tudo na Emasa, quando surgiu em 2005, ao terminar a concessão à Casan. Na saúde há um desequilíbrio nunca solucionado, até pelo contrário, agravado com o andar do tempo, ensejando uma pressão nos atendimentos e na qualidade do Hospital Ruth Cardoso. Na mobilidade, os danos de um sistema viário desconexo - obras lá não encaixam em obras do sistema daqui e vice-versa -, com o fim de encaixar a circulação e torná-la mais simples e adequada em ambos os lados, na ida e na vinda. No turismo, caberia apresentar como alternativa a quem vem a Balneário Camboriú, visitar aos equipamentos de Camboriú, fortalecendo o turismo rural - o contato com a natureza. Enfim, dar um sentido humano e correto à conurbação real dos territórios, fato que nem os mais descrentes conseguem desfazer. O que falta é criar os estímulos, montar e praticar projetos e ajustar os caminhos.
Parece que agora, com a eleição de Leonel em Camboriú e Juliana Pavan em Balneário isto possa ser uma realidade - e não se duvida que seja, pois não apenas são partidários com forte anseio de executar o que for necessário e bom, mas porque são pai e filha - sim, é uma vantagem enorme - a olharem com os mesmos olhos e visualizarem com os mesmos propósitos.
(IMAGEM DO ARQUIVO HISTÓRICO - AVENIDA SANTA CATARINA NA DÉCADA DE 80)










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