No tempo de Celso Ramos
- Aderbal Machado

- 12 de fev. de 2024
- 2 min de leitura
Com o devido respeito a tantos e guardadas as devidas proporções de tempos, recursos disponíveis, realidades políticas, sociais e econômicas das épocas devidas, ouso comparar Celso Ramos como o mais fecundo governador de SC até agora.
Em seu governo surgiram BESC, FIESC, infraestrutura de transporte e energia, eletrificação rural (ERUSC), previdência pública (IPESC), UDESC, BRDE, CODESUL.
Num tempo sem máquinas suficientes, sem dinheiro a rodo como hoje, com distâncias enormes - por rodovias ainda de chão batido, principalmente pro Oestão - imprensa regionalizada e miúda. Mesmo assim, soube usufruir da imprensa, privilegiando entrevistas diretas e muitas visitas a todos os rincões durante todo o tempo. Seu sucessor, Ivo Silveira, seguiu o rumo e fez quase tanto sucesso quanto ele, nas mesmas condições.
Os sucessores, desde então, fizeram bastante, mas tiveram o terreno amainado.
De Celso Ramos e seu governo, a genial cabeça pensante de Alcides Abreu, o criador dos principais pontos da administração. Ou Annes Gualberto, o administrador do sistema de obras e viação.
De Celso Ramos vivi pouco de sua administração, praticamente nada, só a conhecia, guri que era chegando à puberdade. Tive o orgulho de desfilar na Praça Quinze num Sete de Setembro de 1963, na condição de soldado do glorioso 14º BC, em continência ao governador. Que era ele.
Bem mais tarde, tive a honra de sua amizade pessoal, até sua morte. Nos encontrávamos pouco, algumas vezes nas suas caminhadas pela Avenida Trompowsky.
O interessante dizer ser ele uma pessoa sem maiores formações em gestão pública, economia ou administração - porém um diletante de uma eficácia mortal, como o seu próprio governo significou. Razão simples: sabia escolher seus assessores como poucos. E tinha o condão maravilhoso de ter quase perfeição em lidar com gente.










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