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Moradores de rua e andarilhos circulam na cidade e há até violentos; situação escapa do controle

Circulando todos os dias, é comum encontrar moradores de rua ou andarilhos. Um deles dormia na lixeira aqui do prédio. Afastou os latões e entrou lá. Fiz nada. Apenas abri para colocar o lixo orgânico e ele saiu espontaneamente depois. Após minha circulada, olhei novamente e não mais estava lá.



Tem sido comum também - e isto é ruim na essência - episódios, registrados pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar, casos de violências praticadas por alguns deles. Inclusive tentativas de homicídio e agressões. Além de, após abordagens de praxe, encontrar foragidos da Justiça ou com mandados de prisão em aberto. É só acompanhar os boletins policiais todos os dias. Um dia sim e outro também. O número é crescente.


Pode-se achar isso um reflexo social a ser combatido e resolvido e concordo. Há, contudo, alguns parâmetros. O primeiro e principal é a solução ser praticada em sua origem - ou a cidade ou lugar de onde vêm essas pessoas.


Agora mesmo, em Criciúma, o prefeito mandou custear a passagem de ônibus de um desses moradores de rua para Florianópolis. Gerou uma polêmica intensa e até intervenção do Ministério Público. A alegação é de ele ter oportunidade de trabalho na Capital e não podia ir. Não ficou comprovado, segundo o MP: o cidadão foi encontrado dormindo ao relento em Florianópolis.


É lamentável isso por vários aspectos, mas, como disse, é preciso forçar a solução na origem. A "exportação" de mendigos, andarilhos ou moradores de rua por suas cidades é prática não muito rara. Às vezes em grupos. Remonto, novamente, o caso de Itajaí, recente e igualmente lamentável pelas suas circunstâncias desumanas e agressivas. O MP deveria instar as cidades de origem dos cidadãos nessas condições. Não é difícil fazer isso, de forma até direta e imediata, dentro dos próprios canais das promotorias respectivas. É de lá a obrigação social primeira. Pois muitos desses tem lá suas famílias.


Em resumo, cada cidade cuide dos seus. Isto é direito e justo. E cuide bem. Embora muitos, até, como em Balneário Camboriú acontece muito, se neguem a receber ajuda, não querem ser recolhidos, mesmo com abrigo, comida e cama garantidos. Porque há regras e eles detestam regras. Muitos estão fora das famílias até por isso. Ou de lá saídos por vontade própria ou de lá retirados pelos seus parentes - e este é um crime consagrado e maior. Ou seja: as famílias os rejeitam e jogam a responsabilidade para os poderes públicos e para a sociedade como um todo. E isto, a mim me parece, também não é justo.


Inclusive trabalho é ofertado. E se negam, pela simples e boa razão de, nas ruas, auferem mais dinheiro e garantem comida sem os "incômodos" de um salário mensal.


As autoridades - poderes todos - estão de mãos amarradas por decisões judiciais e isso não se questiona, se cumpre. Enquanto isso, a saga de miséria continua sem solução. São simplesmente intocáveis em qualquer circunstância. E assim caminha a humanidade. E a Humanidade, se é que me entendem.

 
 
 

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© 2020 | Aderbal Machado

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