Laqueaduras e vasectomias
- Aderbal Machado

- 5 de mar. de 2024
- 2 min de leitura
O primeiro ano de implantação da nova Lei da Laqueadura e Vasectomia. Em Santa Catarina, com a nova regulamentação em vigor desde 5 de março de 2023, houve aumento de 79,6% no número de laqueaduras e a 48% nas vasectomias na comparação entre 2022 e 2023.
No total, no ano passado, 2.777 mulheres se submeteram à laqueadura e 5.551 homens às vasectomias no estado. Números superiores aos de 2022, quando se realizaram 1.546 laqueaduras e 3.749 vasectomias.
Isso foi possível devido à modificação das exigências para a realização dos procedimentos do planejamento familiar. Uma das principais alterações é que não é mais necessário o aval do cônjuge para a sua realização. Além disso, a idade mínima exigida para que se possa submeter a uma laqueadura foi reduzida de 25 para 21 anos, e não há limite de idade para mulheres que já tenham ao menos dois filhos.
(Nem conhecia esta realidade de SC agora mostrada. Interessante. Falo como vasectomizado desde 1º de dezembro de 1983, procedimento feito no Hospital São José, de Criciúma, numa cirurgia arranjada via previdência social - não existia SUS - pelo meu amigo dileto dr. Henrique Packer, oftalmologista da família desde minha juventude, que me livrou de poucas e boas, na sua especialidade e noutras também. Naqueles tempos o procedimento era no centro cirúrgico, com todos os aparatos e depois se ficava um dia na sala de recuperação. Não tão simples como hoje. Um detalhe: para minha recuperação, o então prefeito de Itajaí, Amílcar Gazaniga, meu amigo, ofertou 30 dias de molho num apartamento dele no Edifício dona Rosinha, quando era tudo terreno baldio ao redor. Me entregou o apartamento com o freezer cheio de peixes e carnes. Vivemos como rei e rainha ali, dona Sonia e eu. Foi quando conhecemos com mais intimidade Balneário Camboriú, então uma cidade com 19 anos de emancipação, bem e muito diferente de hoje).











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