Inclusão mentirosa
- Aderbal Machado

- 22 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
Há coisas que me incomodam muito, como idoso, em Balneário Camboriú. Quase todas as lojas, com raríssimas exceções, não possuem assento pra gente sentar enquanto aguarda atendimento ou, no caso de lojas de modas e roupas, aguardar a esposa enquanto compra. Algumas possuíam e tiraram.
Cito uma, sem constrangimento pois fui seu cliente por anos e na última vez que fomos lá, minha mulher precisou ir ao provador de roupas: a Renner do BC Shopping. Antes havia ali vários assentos para gente aguardar. Tiraram. Perguntei a razão e a resposta da moça (que nada tem com isso, bom dizer, pois apenas cumpre o que lhe mandam fazer) foi a mais exótica possível: "Os homens brigavam muito entre si enquanto estavam aí". Porra, meu!!!
A impressão que tive foi de um cenário de gladiadores se enfrentando ali e quebrando tudo. Simplificando: e eu com isso? Pago pelos maus?
Uma loja, na Avenida do Estado, tinha cadeiras e até revistas pra folhear. Eu achava o máximo. Hoje não tem nada. Meteram ali estantes com produtos. Sem nenhuma satisfação ou explicação.
Quem fiscaliza isso?
Alô, vereadores, metam a borduna nisso. É um absurdo!
Inclusão aqui só pensam em calçadas. E é também aí que falham rotundamente. A maioria é uma solene bosta em termos de mobilidade para deficientes - cegos, idosos ou cadeirantes.
Finalmente, outra coisa: o atendimento dos tais "caixas exclusivos" de vários estabelecimentos. Não são. Um monte de vezes vi gente saradíssima, novíssima indo ali e sendo atendido. "Ah, mas não havia ninguém especial na hora". Não interessa. Exclusivo é exclusivo. E pronto. Então retirem de lá e alternem o atendimento em todos os caixas entre idosos e não idosos, especiais e não especiais - fica mais justo.
Me desmintam. Eu aceito de boa e repercuto.










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