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Fazer feijão e arroz com eficiência é o bastante para o sucesso de uma gestão

Apesar das notórias conquistas urbanísticas ao longo do tempo, Balneário Camboriú tem reticências: a malha cicloviária é regular, porém insuficiente. Os decantados e desejados corredores exclusivos para ônibus circulares ainda se colocam a uma distância inalcancável.

A ocupação indevida de espaços prossegue, sem reações fiscalizatórias e impeditivas. Nas ruas e nos passeios.

O calçadão da Central deveria e poderia ter sido um local coberto, espécie de Rua 24 Horas de Curitiba. Pifou. O lago inerte da Emasa deveria ser, desde Piriquito, um grande parque. Pifou. A ideia de usar uma grande área urbana habitada e consolidada como um possível grande parque urbano se colocou, de repente, como algo espetaculoso e renhidamente combatido, tido e havido por uma imensa maioria como inexequível e danoso para proprietários, cujas propriedade foram liminarmente desvalorizadas por isso. Uma visão megalômana, à falta de algo mais prático, como no caso mesmo do parque na área da Emasa.

O escritório de Jaime Lerner recebeu grana alta e montou um projeto cheio de ideias para mudanças na feição da cidade. Ficou por isso mesmo.

A requalificação da orla, após o alargamento da areia é projeto, ainda. Há boas perspectivas, sim. Os prazos, no entanto, estão nas brumas de um tempo distante. Ou desconhecido.

A ciclovia da Atlântica até pensaram em eliminá-la, no todo ou em parte, privilegiando-se, de novo, vagas para veículos. Várias vezes cogitaram, sem sucesso - felizmente.

Pensou-se, até, num átimo infeliz, reabrir a Central no lugar do Calçadão, na crença empobrecida, social, urbanística e economicamente falando, de que isso facilitaria o acesso de fregueses ao comércio. Ideia tirada sabe-se lá de onde. Assim também houve adversidades todo o tempo sobre o estacionamento rotativo, com a mesma tese de facilitar acesso a clientes de estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes - e isso se mantém até hoje, com menos fulgor postulatório. Como se alguém, por pura sensatez, estacionasse ali só nos momentos convenientes ao pessoal desses setores. Ou deixassem vagas abertas para os horários de almoço ou "happy hour".

Em suma, brigando por ninharias contaminadas por contrassenso.

Melhor ser esta cidade que vemos todo dia - um ser com vida própria. Graças à natural evolução de suas realidades e, justos sejamos, a iniciativas boas de várias administrações - sem ilidir as maluquices fantasmagóricas e megalomaníacas de alguns.

Agora devidamente corrigidas e com boas perspectivas, só pra terminar com outro exemplo, as mazelas provocadas pela desídia em relação ao tratamento de esgoto caminham para o fim, supõe-se - de quase 100% caiu pra menos de 20% de eficiência e agora recuperando, depois de muita incompetência praticada a céu aberto e a olho nu e sob leniência administrativa enraizada por anos.

Pra resumir bem: saber fazer o feijão com arroz bem feito é suficiente para o sucesso de qualquer gestão, pública ou privada. Sem inventar moda pra aparecer nas mídias.

Como tratar super bem educação, saúde, assistência social, mobilidade e saneamento. Isso funcionando bem, o resto vai.

 
 
 

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© 2020 | Aderbal Machado

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