Família denuncia suposto racismo em abordagem da Polícia Militar em Criciúma
- Aderbal Machado

- 6 de set. de 2023
- 2 min de leitura
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, irá aprofundar a apuração de suposta prática de abordagem racista e violenta pela Polícia Militar a uma família de Criciúma. O caso também é acompanhado pelo Núcleo de Enfrentamento aos Crimes de Racismo e Intolerância (NECRIM) do MPSC.

Na terça-feira (5/9), a Promotoria de Justiça se reuniu com os familiares vitimados pela violência denunciada e o advogado que os representa. "A família fez um relato importante, de uma ação violenta e movida por um ódio injustificável", informa o Promotor de Justiça Jádel da Silva Júnior.
A partir do relato, a Promotoria de Justiça avalia as medidas necessárias para o aprofundamento da apuração. O objetivo do procedimento é implementar ações para assegurar o atendimento e acolhimento às vítimas de supostos atos de violência perpetrados durante a abordagem policial em Criciúma, acompanhar a instauração de procedimentos investigatórios e intervir para apuração das respectivas responsabilidades criminais e cíveis.
O Procedimento foi instaurado a partir do encaminhamento, por parte do NECRIM, de ofício enviado pela Comissão da Igualdade Racial da OAB ao Ministério Público, fazendo referência a imagens divulgadas nas redes sociais que demonstram possível excesso na conduta dos militares na abordagem, já que teriam se se valido do uso de força física extrema para imobilizarem os adultos e as crianças que compõem a família, havendo inclusive, a necessidade de atendimento por profissionais da área médica.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
(Nota) - Complemento: Segundo informações, a PM atendeu a um chamado de vizinhos, denunciando excessos de barulho e algazarra na residência da família abordada, que teria reagido contra a ação policial. É possível ter havido excessos da PM, é verdade - e isto deve ser rigorosamente apurado e, se comprovado, punir-se com toda a força da lei -, mas é preciso também olhar os dois lados - consequência e causa. A polícia não pode tudo. Mas o cidadão também não pode tudo. Há limites éticos e legais para ambos, sempre.











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