• Aderbal Machado

E afinal, a história dos bagres...

Isaque de Borba Corrêa, nativo-raiz (uma redundância muito necessária, por sua tradição histórica e familiar inegável na região), tem outra opinião, bem abalizada pela condição de pescador experiente das espécies todas do nosso mar velho de guerra, quanto ao anunciado defeso dos bagres, ante o lanço imenso do peixe ocorrido em Balneário Camboriú e polemizado como crime ambiental grave.

A quem leu tudo a respeito até aqui, um novo parecer. Bom ler e medir, comparando as coisas. Diz Isaque:

Na minha miserável opinião alguma coisa está errada. Permite-se a pesca de animais da base sem restrições: sardinha, charuto, enchova. Pesqueiros japoneses e chineses vem aqui na praia pegar manjuvas e  predadores do topo tem que preservar. Qualquer tolo sabe que isso está invertido e vai faltar alimento pro topo, que vão morrer de fome, vão se matar.  Quanto ao bagre, nunca ouvi dizer que estivesse em extinção.  Sou pescador de tarrafas e posso garantir que tem dias que nem dá pra pescar na Praia do Buraco, por causa da infestação dos bagres. Na beira do Say onde tenho casa, vejo pescadores só pegando bagres. Tenho reparado que estão sempre ovados.  Vez em quando trago alguns para uma pessoa que os adora e quando vou limpar estão ovados. Mesmo pequeno, estão ovados o que resulta numa superpopulação. Se não poder pegar esse peixe então, pare o mundo. Pode consultar qualquer pescador, se não for o peixe que mais vem no anzol, na rede, eu paro de pescar.  Burocratas trabalhando nos órgãos ambientais que não conhecem a realidade organizando a sociedade  dá nisso. Pesco desde criança e o bagre sempre foi abundante. Aos poucos a repressão vai oprimindo o trabalhador. Daqui a pouco ele tem que abandonar a profissão porque não sabe mais o que pode  e o que não pode.

Vamos prestar atenção, aceitar ou contestar, sem desviar a conduta todavia. Polêmicas de vulto são assim, arrazoadas e bem postadas. Força ao Isaque e razão a quem a tenha.

LogomarcaMin2cm.jpg