top of page

Dia Mundial do Rádio, minha essência fundamental

Entre os meios de comunicação tecnológicos que existem na atualidade, o rádio continua a ser o que atinge as maiores audiências, continuando a adaptar-se às novas tecnologias e aos novos equipamentos. O rádio funciona seja como uma ferramenta de apoio ao debate e comunicação, na promoção cultural ou em casos de emergência social.


A rádio esteve presente acompanhando os principais acontecimentos históricos mundiais e hoje continua a ser um meio de comunicação fundamental.


Origem


O Dia Mundial do Rádio é comemorado em 13 de Fevereiro em homenagem à primeira emissão de um programa da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946.

A transmissão do programa foi em simultâneo para um grupo de seis países. 

A data foi criada e oficializada em 2011, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O primeiro Dia Mundial do Rádio foi celebrado apenas em 2012. 


Vejo o rádio como um meio de subsistência fundamental e ele o foi durante grande parte da mnha vida profissional. Hoje nem tanto, mas ainda é. Com plena consciência, sei que sei fazer rádio. Isso não bastou para alcançar progressos mais significativos de caráter duradouro. A questão sempre foi o idealismo puro, a vontade de fazer bem, seguir diretrizes e fundamentos básicos do bom exercício da atividade.


Hoje recordo as multiplicidades exercidas desde 1962, no início na antiguíssima Rádio Difusora de Criciúma, instalada em duas saletas modestas com um mezanino apertadíssimo na Rua João Pessoa, em frente ao antigo INSS. Fui um locutor substituto - e naquele tempo mandavam operar nos horários noturnos ou nas manhãs, muito cedo, pois esses horários eram desprezados pelos "cobras", os locutores mais antigos. A eles se destinavam os "horários nobres". Esses "horários nobres" eram considerados os entre 8 e meio dia e entre 14 e 19 horas. Depois, com o advento da televisão, resumiu-se às manhãs, pois as tardes eram os preferidos da população em audiência de televisão, inclusive à noite. Dizia-se, ainda: a televisão vai acabar com o rádio. Uma crendice inútil. Uma tentativa ilusória. Uma previsão com bola de cristal defeituosa. O rádio ainda é essencial.


Fui, nele e mais tarde em televisão (a partir de 1979, na TV Eldorado de Criciúma, depois rede RCE), tudo o imaginável na profissão. Tudo mesmo: repórter, redator, apresentador, comentarista, analista político, coordenador, chefe de jornalismo, anchor man, mediador de debates, apresentador de programas "de auditório". E boa parte de tudo isso está contada, resumidamente, nas "Memórias do Rádio de SC", da Acaert, em que sou citado e destacado várias vezes.


Porém, mantenho uma incrível e inacreditável contradição: pessoalmente, não gosto de ouvir rádio ou televisão como hábito, exceto se algo me chamar a atenção - e muito. Diferente de quando era jovem, quase menino (1960) e havia ganho um rádio "Nivico", de nove faixas, do Aimberê, mano velho e saudoso. Rádio trazido por ele da Marinha, depois de dar baixa do serviço militar. Ali ouvia, por inspiração do próprio Aimberê, "A Voz da América" (rede oficial dos EUA) e a Rádio Central de Moscou - e convivi com os prós e os contras ideológicos da época. Além de programas da madrugada de São Paulo e Rio, nas grandes emissoras de então. Até hoje lembro do prefixo de abertura das transmissões da Rádio Central de Moscou (programa em português): "Noites de Moscou" (Midnight in Moscow), ao som único de um xilofone, bem suave. Inesquecível.


Hoje estou na Rádio Câmara de Balneário Camboriú (101,5), acessível na Internet (@camarabc), das 18 às 18h30min de segunda a sexta, com a colega jornalista Helen Francine, confreira por bom e curto tempo na Academia de Letras de Balneário Camboriú e poetisa de excepcionais inspirações, e sob coordenação de uma admiradora confessa, a jornalista Daniella Medeiros, apaixonadíssima por rádio e locução. Estou muito bem rodeado, como veem. Ali também apresento outros programas: Câmara Cidadã e Histórias BC. Há também toda uma equipe de coordenação por trás de nosso trabalho, com o comando da Débora Gascho, jornalista de primeira. Chamamos de "o pessoal efetivo".


O rádio, portanto, teve muitas peripécias na minha vida. Formei ali um tipo de caráter por minúcias e visões de vida. Se não foi tudo o que eu quis ter ou pretendi, devo-lhe o grande abraço de vida que me deu. Forjei a cepa principal do âmago pessoal. E isso vale tudo.


Enfim, usando um jargão velho: o rádio é uma cachaça. Vicia.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
LogomarcaMin2cm.jpg

Siga nas Redes Sociais

  • Branca Ícone Instagram
  • Branco Facebook Ícone
  • Branco Twitter Ícone
  • Branca ícone do YouTube

© 2020 | Aderbal Machado

bottom of page