Deputados discordam sobre critérios de eleição de diretores de escolas estaduais
- Aderbal Machado

- 26 de out. de 2023
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A eleição para a escolha dos diretores de escolas gerou divergências entre deputados da oposição e da base do governo durante a sessão de quarta-feira (25) da Assembleia Legislativa.

“A gestão democrática da educação foi implantada porque antes era o caos, era deputado que indicava, prefeito, vereador, o último critério era o técnico. Agora teremos eleição no domingo. É para acabar com a eleição, é para ter lista como estou vendo aqui, vou indicar esse, aquele”, afirmou Luciane Carminatti (PT).
A deputada lembrou que jamais se exigiu quórum de professores, estudantes e pais e que nas eleições para o Conselho Deliberativo foi exigido quórum de 30%, não de 50% como agora.
“Não venham querer me enganar que isso seja democracia”, opinou Carminatti, que pediu a intervenção do Tribunal de Contas (TCE/SC) e do Ministério Público (MPSC).
Jessé Lopes (PL) discordou de Carminatti.
“Queria parabenizar o governador Jorginho pelo decreto sobre a eleição para diretor. Tenho um projeto que acaba com essa eleição, o diretor tem de estar alinhado com a Secretaria de Estado da Educação (SED) para que as coisas aconteçam de acordo com o interesse do governador”, avaliou Jessé, que questionou por que a eleição não poderia ser no domingo, “que é um dia tradicional de eleições?”
Carlos Humberto (PL), Massocco (PL) e Emerson Stein (MDB) apoiaram Jessé.
“Conta com o apoio deste deputado, penso como o senhor, cargo de direção tem de ser indicação”, revelou Humberto.
“A esquerda é assim, se manifesta e sai do plenário, se fizer na segunda vão reclamar, se fizer no domingo vão reclamar também”, opinou o ex-prefeito de Concórdia.
“O decreto foi mudado para domingo, acho muito justo, o governador ouviu esta Casa”, garantiu Stein.
Vitor Santos AGÊNCIA AL VOLTAR










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