Condições da Praia Central melhoram, mas ainda é cedo para comemorar
- Aderbal Machado

- 24 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Condição de balneabilidade da Praia Central tem melhora significativa, segundo a última análise do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), divulgada no dia 22 de janeiro.
Comparem em relação à última análise, do dia 15 de janeiro:
Pontal Norte
De 8664 Escherichia coli por 100 ml em 15/01 para 2481 e.c. em 22/01
Rua 1001
De 2489 para 1396
Rua 2000
De 7701 para 211
Rua 3000
De 8164 para 97
Rua 4900
De 3654 para 677
Rua 4000
De 8664 para 414
Rua 3500
De 8664 para 85
Rua 2500
De 7270 para 213
Rua 1400
De 5794 para 201
Rua 51
De 5794 para 226
...E, INOBSTANTE, CONTINUA IMPRÓPRIA

Praias Agrestes:
Estaleiro
De 241 para 75
Estaleirinho
De 10 para 52
Laranjeiras
De 10 para 63
Taquaras
De 10 para 1281
Como se percebe, os índices de escherichia coli por 100 ml nas Praias Agrestes permitem considerar boas condições, segundo regras do IMA, mas a subida dos índices de Taquaras é preocupante. Fora do normal. Bem fora. Afinal, é uma praia Bandeira Azul.
Quanto aos índices da Praia Central, fica prejudicada a tese referida pelo prefeito Fabrício de que a poluição seja do rio Camboriú, ante esgotos lançados pela cidade vizinha. Pode ser parte do problema, mas não é causa central.
E, sim: o regozijo pelo funcionamento dos reparos feitos na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), recuperando sua capacidade de tratamento só mostra que houve uma falha lamentável no processo: saímos de uma eficiência de mais de 90% da ETE para menos de 20%. Algo que só explica a incompetência do serviço. Estamos, rigorosamente, correndo atrás do prejuízo.
Agora se fala do afastamento, a pedido, do diretor geral da Emasa, Douglas Beber. O motivo seria saúde. Evita-se, parece, o constrangimento de demiti-lo. Por uma ou por outra, são dois sinais: um, não atuou de acordo com o figurino e jogou o ônus político, social e econômico nas costas de toda a administração municipal. Outro, sai a tempo de se tentar uma recuperação da imagem num ano político de muita pressão.
Mas a impropriedade continuará por algum tempo, pelas médias de comprometimento contidas nas regras do Conama. Torcendo-se para não haver uma recaída. Se houver (aumento dos índices novamente), iremos longe com isso.











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