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Balneário Camboriú e suas estranhezas político-eleitorais

Na campanha sistemática mantida por Fabrício Oliveira contra a eventual candidatura de Carlos Humberto à prefeitura, alguns pontos a serem observados:


Critica-se o fato de CH deixar de ser deputado para ser prefeito. Primeiro, é um direito, repetido à exaustão por este brasilzão de Deus.


Muitos políticos de nossa região fizeram isso algumas vezes, como Leonel Pavan, o mais emblemático de todos, talvez. Isso não o impediu de ser vereador, prefeito por três mandatos, deputado federal, senador, vice-governador, governador e, finalmente, deputado estadual. Agora, quem sabe para finalizar a carreira (acreditem...), quer ser prefeito de Camboriú. Nada a obstar em relação à sua carreira e ao abandono de mandatos pela metade para se alçar a outro rumo eleitoral. Não seria exatamente o ideal, mas enfim, é das normas do jogo há muito tempo.


Outra observação: interromper mandato para concorrer a prefeito, é dar-se importância em relação à sua cidade, na nossa opinião. Porque ninguém, nem seus mais ferrenhos inimigos ou adversários, dirá que CH é incompetente e, a priori, não faria uma boa gestão. Mas vamos a outro paradigma, se considerarmos a interrupção - definitiva ou temporária - de mandatos é pecado, como observam os críticos de CH, principalmente Fabrício. Quantos vereadores foram convocados pelo próprio prefeito para serem secretários - e aceitaram? Como ficou o propósito de campanha de representação popular? Qual o sentimento do eleitor desses vereadores, que os elegeram em cima de promessas de ações no Legislativo? Isso vale para parlamentares chamados a secretarias de Estado (cito um exemplo, também nosso: Dado Cherem, hoje ilustre e competente conselheiro do TCE, se elegeu deputado estadual e ficou praticamente um mandato inteiro na Secretaria da Saúde do Estado) e a ministérios. Sem restrições à eficiência no trabalho. São só realidades. Não pode um tipo de alienação do voto valer e outro não.


Finalmente o ponto nevrálgico: Fabrício renega CH e cogita, escancaradamente, colocar o PL a apoiar candidaturas a prefeito de líderes que, sequer, pertencem ainda ao partido. Teriam de filiar-se na famigerada "janela partidária", antes das convenções. São no mínimo três, um deles tucano de quatro costados, o eficiente técnico e ex-prefeito Rubens Spernau. A nenhum deles se pode lavrar aspectos negativos, até pelo contrário. No entanto, o fato de serem praticamente "estrangeiros", ainda, não legitima a intenção do prefeito. Por que não alguém do próprio PL? Não está bem ajustada a história.


Exceto se, como disse Lula, prevalecer a narrativa, geralmente uma mentira bem contada.

 
 
 

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