Análise: a eleição em Balneário Camboriú tem duas versões - com ou sem Carlos Humberto
- Aderbal Machado

- 28 de nov. de 2023
- 2 min de leitura
Circulam a todo momento na imprensa local, conjecturas e análises sobre a eleição à prefeitura em 2024. A partir do dimensionamento colocado, temos profundo respeito pelas opiniões, porém há controvérsias: a força das oposições ao atual governo está pulverizada. E quanto mais candidatos em uma só direção disputando, pior. A supremacia é do outro lado, se o outro lado tiver apenas um nome.
Numa primeira versão, respeitando o objetivo enunciado na manchete, a eleição tem duas versões analíticas plausíveis: com ou sem a participação de Carlos Humberto (PL), o nome mais cotado em qualquer quadro imaginado.
O engraçado e controverso, se olharmos por sentidos lógicos - e lógica, em política, é algo anormal e defectível -, fica sob os ângulos malucos de ser Carlos Humberto um candidato governista ou de oposição ao atual prefeito. Da maneira como as coisas estão e para onde os movimentos indicam, será mais de oposição. O dito e o não dito até aqui mostram isso.
Houve até altercações públicas sobre isso. Altercações leves, é verdade, mas enérgicas. Tipo aquela de o prefeito afirmar preferir Carlos Humberto na Assembleia e não na Prefeitura e Carlos respondeu não caber a ele (prefeito) a decisão de candidatura, mas ao partido e ele mesmo.
Isto não é inusitado: Carlos Humberto, apesar da fidelidade e lealdade na convivência como vice-prefeito, tem ideias, posturas e objetivos administrativos incompatíveis com Fabrício. Seu estilo e suas metas, além de forma de governar (coisa declarada e repetida), não combinam nem um pouco com a atual administração. A começar pela formação da equipe. Carlos Humberto sempre mostrou restrições quanto a isso. Publicamente.
Um olhar perfunctório nas últimas eleições mostra essa realidade evidenciada na preferência de Carlos Humberto num eventual embate.
Porém, se ele não for candidato, preferindo permanecer mesmo na Assembleia - e ele não afasta essa possibilidade, tendo dito, até, gostar de ser deputado, a disputa ficará renhida e imponderável. Sinceramente, sem Carlos Humberto, o PL tem poucas opções mais viáveis e fortes. Exceto por um desses fenômenos inefáveis da política - a arte de conviver com surpresas. Dizia Nereu Ramos: "a arte de engolir sapos".










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