A sina de desencontro político entre prefeitos e vices
- Aderbal Machado

- 14 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
Está ridícula a atuação político-partidária do prefeito Fabrício de Oliveira na sua investida contra a candidatura do deputado Carlos Humberto à prefeitura de Balneário Camboriú.
O seu ex-vice prefeito e um dos principais financiadores das campanhas passadas está sendo bombardeado por disparos desconexos, alegando-se ter assumido não candidatar-se à sucessão municipal. Carlos Humberto até confirma isso, mas condicionou, segundo disse ao comentar a atitude do prefeito de renegá-lo: não se candidataria se houvesse um nome no partido com consistência e robustez eleitoral para concorrer com chances de vencer, tanto quanto ele ou mais do que ele.
E o prefeito, depois de citar um monte de nomes de políticos de sua proximidade, até políticos bons - porém nenhum do PL, o seu partido, viu sumir essa condição. Nenhum vingou. Então busca alguém sem nenhuma expressão política e sequer vínculo partidário e o lança. Desnecessário demonstrar falta de qualquer essência política e zero poder eleitoral do nome apresentado. Tornou a sucessão uma questão pessoal e solitária.
Por último, ameaça levar Carlos Humbeto à Comissão de Ética do partido por "romper um compromisso". Pensei ser piada, no começo. Depois, confirmada a convicção disso, restou-me estupefação. Ora, a escolha do nome do prefeito à sua sucessão só comprova a condição de Carlos Humberto, de só deixar de ser candidato se tivesse um nome à altura para concorrer e vencer. Nesse caso, quem deveria ir à Comissão de Ética é Fabrício, ao lançar um nome filiado na véspera do último dia do prazo e deixar de lado a maior expressão político-eleitoral do PL, exatamente o deputado Carlos Humberto. Mas poderia ser qualquer outro elemento tradicional do partido. Dá pra citar Juliethe Nitz e Victor Forte, por exemplo, se fosse o caso de ser um partidário o indicado no lugar do deputado. Seriam nomes expressivos e, sim, passíveis de uma bela campanha e bons presságios eleitorais.
Há uma guerra no partido, portanto, mas isso já é óbvio demais. E a guerra é maior ainda porque todos os deputados estaduais (12) do PL manifestaram apoio a Carlos Humberto. A curva mal feita foi a atuação do governador Jorginho Mello, presidente estadual do partido, chancelando Fabrício na indicação do nome e desprezando Carlos Humberto, seu próprio líder na Assembleia. A ação dos deputados o deixou atravessado como entulho no meio do caminho.
A guerra não terminou. E se tudo se confirmar, vai piorar, até à convenção indicando o nome, na qual Carlos Humberto já disse: vai bater chapa.
Não é incomum na política de Balneário Camboriú, prefeito e vice virarem inimigos políticos após e até durante o mandato. O histórico é extenso. Resultado de escolhas apenas por conveniência do momento e por alianças espúrias ideológica e filosoficamente falando.











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