A saúde vascular, as varizes, a trombose e outros males decorrentes
- Aderbal Machado

- 21 de ago. de 2023
- 2 min de leitura
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lança, neste mês de agosto, a campanha Azul e Vermelho, que busca conscientizar a população brasileira sobre a importância dos cuidados preventivos com a saúde vascular. O mês foi escolhido por também ser comemorado o Dia do Cirurgião Vascular, no dia 15 de agosto.

As doenças vasculares de forma geral incluem Trombose Venosa Profunda (TVP), Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), Linfedema, Acidente Vascular Cerebral (AVC), Doença Carotídea, Pé Diabético, Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) e, claro, Varizes. São doenças que necessitam de monitoramento constante para que não evoluam para um problema que leve ao afastamento definitivo do trabalho, perda de membro ou à morte, e serão abordadas durante o mês.
As recomendações mais importantes são: sair do sedentarismo; parar de fumar; melhorar a alimentação; fazer ginástica e fortalecer a panturrilha; usar meias elásticas; e manter um peso equilibrado. E, sempre que possível, passar pela avaliação de um especialista vascular.
Mais de 529 mil brasileiras foram internadas para tratamento de varizes entre 2013 e 2022. O cálculo aponta que a cada hora, em média, seis mulheres são submetidas a cirurgias para tratamento do problema pela rede pública de saúde.
Os números foram levantados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
O levantamento dos dados, elaborado a partir de informações disponíveis na base de dados do Ministério da Saúde, mostrou que as varizes são amplamente mais comuns em mulheres. Na série histórica analisada (2013 a 2022), 76% dos 695 mil casos registrados foram em pessoas do sexo feminino.
Embora seja um problema que não tem a idade como principal fator de risco, mulheres acima dos 40 anos estão 78% mais suscetíveis ao aparecimento de varizes. O levantamento revelou que pacientes com idades entre 50 e 59 anos concentram 28% dos casos, já mulheres com idades entre 40 e 49 anos são responsáveis por outros 27% dos registros.











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