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A política até perdoa a traição, mas jamais perdoa os traidores

Ulysses Guimarães ensinou: em política, jamais diga ou faça algo irreversível contra alguém. A política vai e vem e qualquer tipo de ação entre pessoas resulta em boas ou más consequências. A pior delas é impedir-se de recuar e reconsiderar um fato - ou por erro ou por desconhecimento da realidade factual.

Outro ensinamento, este de batalha, diz: evite destruir as pontes por onde passe; porque, se precisar recuar, haverá passagem. Serve como uma luva em política, também.

Muitos, por inadvertência ou inépcia, ou mero jogo de interesse, avançam em conceituações deletérias contra adversários - pior ainda, contra companheiros por disputa de espaço - imaginando terçar armas adequadamente quando, em verdade e por lógica, abrem flancos perigosos em seus argumentos ou objetivos. E se expõem às contradições das boas relações. E neste ponto, outro ensinamento: a política é a conciliação dos contrários. Esmiuçando: não é, ou não deve ser, uma guerra fratricida.

Os confrontos, mais que prêmios, representam riscos e perdas, por mais vitórias que se atinja, eventualmente. E lançar diatribes contra adversários ou companheiros é como jogar penas ao vento: jamais se as recolherá totalmente. Os sentimentos são traiçoeiros. Um dia a cobrança virá. Com juros e correção. E exatamente quando o arrependimento já foi tardio em demasia.

Lição final e consagrada: a política até perdoa a traição, mas jamais perdoa o traidor.

 
 
 

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© 2020 | Aderbal Machado

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