A incapacidade de tratamento do nosso esgoto assusta
- Aderbal Machado

- 14 de jan. de 2024
- 1 min de leitura
Várias manifestações de muitos lugares relatam preocupações com a água do nosso mar, advindas das análises de balneabilidade. Piora bem a constatação da alta deficiência da Estação de Tratamento de Esgoto da Emasa, com desempenho assustadoramente pequeno (menos de 20% e já foi, no começo da atividade da ETE, quase 90%). Numa época dessa, de alta densidade populacional em função da temporada, um desastre total. Há quem, no governo tente manipular essa realidade. Em vão. Ela é dura demais e inafastável. Outros jogam culpa nas divulgações. Como se isso anulasse ou reduzisse os efeitos da incapacidade. Seria tapar o sol com uma peneira. Melhor seria encarar de frente e buscar resolver. Claro, lá atrás evitar seria o ideal, cuidando da prevenção, fazendo as manutenções corretas, mantendo avaliações técnicas constantes e preventivas, substituindo equipamentos e peças com prazos no final. Preferiram politicar e resultou nisso. Estamos na fase ingrata de correr atrás do prejuízo. E que prejuízo! Ele está traduzido nos dados do IMA: desde o início da temporada, todos os pontos da Praia Central estão impróprios. Nem as análises contratadas pela própria Emasa a uma empresa privada salvam: elas também atestam a impropriedade da Praia Central, se não em todos, mas na maioria dos pontos de análise. Isso acentua a gravidade e a leniência com o problema.











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