Virtual candidatura de Carlos Humberto a prefeito amadurece

Quem aos outros veta, a si mesmo veta. Pois a recíproca é sempre verdadeira. Lição passada por Henrique Córdova, velho político de SC e meu amigo, que absorvi. Ocorre agora mesmo um jeito ingênuo ou burro de pressionar Carlos Humberto, virtual pretendente à candidatura de prefeito pelo PL. Uma ala não o quer. E a razão todos sabem qual é. Ela foi revelada, com todas as letras, pelo próprio Carlos Humberto, em vídeo: se for candidato e vencer, vai reformar a administração, reduzir despesas, enxugar o quadro funcional, racionalizar serviços e só nomear pessoas habilitadas e comprovadamente capazes tecnicamente. Parece incrível, mas alguns não gostam disso. Ah, e não faz nem fará conchavos às escondidas. Conciliador por índole, CH não tem o traquejo do político tradicional, até porque não é um. Esse traquejo tem como condicionante principal a capacidade de reconhecer uma malícia quando ela aparece nos entreveros partidários e a dar-lhe combate. Dizia Nereu Ramos: política é a arte de engolir sapos.
Tudo isso apenas por que CH, mesmo não morrendo de amores e nem ser fascinado ou encantado com a candidatura a prefeito como norma irreversivel e incondicional de sua vida, é o nome mais forte neste momento sem fazer força. E, como ele repete sempre, o partido vai decidir. Ele já tem o apoio incondicional de toda a bancada parlamentar estadual - por via de consequência, do diretório regional e do governador Jorginho Mello, que não se arriscará a criar um atrito deste tamanho com a bancada (negar a candidatura de CH).
Ninguém tenta derrubar fruto ruim.












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