Radares eletrônicos caça-níqueis punem, não resolvem o essencial e custam caro, segundo vereador Naifer
- Aderbal Machado

- há 16 horas
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O vereador Naifer voltou a levantar um debate importante sobre a gestão dos recursos públicos em Balneário Camboriú, especialmente no que diz respeito à segurança no trânsito. Enquanto áreas essenciais como policiamento, fiscalização e educação no trânsito sofrem cortes que se aproximam de R$ 2 milhões, a ampliação dos contratos de radares eletrônicos chama atenção pelo volume de recursos destinados.

Dados recentes mostram que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram registradas quase 60 mil multas por excesso de velocidade — um aumento de cerca de 300% em comparação ao mesmo período de 2025. Paralelamente, o contrato relacionado aos radares gira em torno de R$ 16 milhões ao longo de dois anos.
Para o vereador, o ponto central da discussão não é a existência de fiscalização, mas sim sua efetividade. Mesmo com o aumento expressivo no número de autuações, os índices de sinistros de trânsito permanecem praticamente inalterados, o que levanta dúvidas sobre o impacto real dessa política na redução de acidentes.
“Quando vemos quase R$ 2 milhões sendo retirados de áreas essenciais e, ao mesmo tempo, um aumento massivo na aplicação de multas sem redução significativa de acidentes, é legítimo questionar: qual é a prioridade? Segurança ou arrecadação?”, destacou Naifer.
O parlamentar defende que os recursos públicos devem ser direcionados de forma estratégica, priorizando ações que efetivamente salvem vidas, como campanhas educativas, melhoria da sinalização e reforço na fiscalização preventiva.
















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