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"Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá"

Por muito tempo confundi a localização correta do meu nascimento. Identificava como a Boa Vistinha do Turvo, imaginando ser o meu lugar de nascimento, onde mamãe me fez nascer. Depois de muito falar, citei a Sanga Perdida como referência do local. E então alguém alertou: a Sanga Perdida fica na Boa Vista Grande, em Meleiro. Assim como o rio Jundiá, de memórias intensas do meu tempo e do tempo da família. E o Morro Chato, pelo qual se orientava para entrar e sair pela longa estrada de seixo rolado ("pedra de cachoeira").


"MINHA TERRA TEM PALMEIRAS, ONDE CANTA O SABIÁ; AS AVES QUE AQUI GORJEIAM, NÃO GORJEIAM COMO LÁ"
"MINHA TERRA TEM PALMEIRAS, ONDE CANTA O SABIÁ; AS AVES QUE AQUI GORJEIAM, NÃO GORJEIAM COMO LÁ"

Fique feliz, embora respeitando profundamente a belezura da Boa Vistinha do Turvo, que pensei ser e não era meu torrão natal.


Por isso houve confusões interpretativas de minhas referências. Uma delas pela narrativa que fiz da igrejinha. Citei-a numa imagem da Boa Vistinha do Turvo e alguém estranhou. Não era a mesma igrejinha.


IMAGENS MARAVILHOSAS REMETIDAS POR JADNA PIERINA CANELA
IMAGENS MARAVILHOSAS REMETIDAS POR JADNA PIERINA CANELA

Depois, me mandaram as cenas maravilhosas, aí sim, da MINHA Boa Vista. A Boa Vista Grande do Meleiro. A cena da estradinha que chega lá é real, atual e tá aí. Olha o cenário, pelo amor de Deus!!


Depois, o rio Jundiá, já não mais caudaloso, com o "progresso" o transformando num modesto riacho secundário. Que pena.


RIO JUNDIÁ ATUALMENTE; NELE ESTÃO AS CINZAS DO MANO ARYOVALDO, POR PEDIDO EXPRESSO DELE
RIO JUNDIÁ ATUALMENTE; NELE ESTÃO AS CINZAS DO MANO ARYOVALDO, POR PEDIDO EXPRESSO DELE

Finalmente, a igrejinha. Vivaaaa!! Ela ainda é a mesma! Ao lado tinha a escolinha onde meus manos estudaram e Aryovaldo deu aula de francês e latim. Isso na flor dos seus 16 anos, após fechar o ensino complementar.


Ah, lembraram-se da professora Nilza Campos, cuja residência ficava à esquerda desta cena da Igreja local. Nilza era minha madrinha de batismo e Bepi Zilli, vizinho nosso na Boa Vista era meu padrinho de crisma, com sua esposa Ida. Nilza me batizou a convite de mamãe e o padrinho foi o doutor Severiano Severino de Souza, notável advogado de Araranguá, filho da Canjica, à beira da barra do Rio Araranguá e ladinho norte do Morro dos Conventos.


A propósito, a Denise Machado, filha do Aryovaldo conta que, numa viagem de saudosismo que fez com ele até lá, notou a sua profunda decepção pela destruição do meio ambiente ao redor de nossa antiga propriedade e no lugar como um todo. Quase alucinou ao saber que aterraram nascentes para plantar fumo. Aryovaldo era extremamente emotivo ante isso. Até sofria muito. Parece que o mataram antes da vida levá-lo. Seu coração vertia lágrimas sinceras por isso.


Então, e finalmente, agora sei meu chão onde está e onde é. Fiquei feliz, pois, como o Aryovaldo, respeito e quero minha terra sempre no meu coração.

 
 
 

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