Meu irmão esquerdista
- Aderbal Machado

- 28 de set. de 2025
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Mano Aimberê completaria, neste 28 de setembro, 86 anos. Nasceu na Boa Vistinha do Turvo, quando ainda Araranguá, em 1939. Lá também nasci cinco anos depois, 1944. Orgulhávamos de termos sido os únicos a lá nascer. Na mesma casa.
Aimberê faleceu no começo de dezembro de 2022, após longa internação.
Era esquerdista convicto e não por modismo ou oportunismo como tantos. Desde sua época de estudante, aos 16 anos, ele nutria simpatia pela esquerda. Exaltava líderes esquerdistas. Lia avidamente sobre História. Conhecia a fundo o episódio de Canudos (tem um livro dele sobre isso: Drama e Genialidade de Euclides da Cunha, 2002). Sabia muito sobre a Segunda Guerra Mundial (escreveu um livro sobre isto: "O V da vitória", de 2005; está em catálogos públicos).
Além destes, era autor de outros livros: Atentados da Era Vargas (2004), Erico Veríssimo: cruzando os caminhos do Tibicuera (2006) e Tragédia no Sul: federalistas e monarquistas contra Floriano Peixoto – 1893/1894 (2008), todos publicados pela Editora Insular.

Orgulho-me em dizer: nossas tendências políticas e ideológicas eram diametralmente opostas, porém JAMAIS nos desentendemos por causa disso. Até conversávamos a respeito, mas nunca nos excedemos. O respeito foi sempre absoluto entre nós, do começo ao fim.
Aimberê deixou fortes saudades.










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