Mergulhadores limpam os costões de Balneário Camboriú
- Aderbal Machado

- há 2 minutos
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Trabalho já resultou na retirada de cerca de seis toneladas de resíduos desde que foi implementado



Os costões rochosos de Balneário Camboriú passam por operação de limpeza subaquática com mergulhadores profissionais. Nas últimas semanas, foi a vez da Praia de Laranjeiras receber o serviço, quando foram recolhidos 294,31 quilos de resíduos, totalizando 1.255 itens, considerando as coletas subaquáticas e terrestres realizadas nos pontos 12 e 13, nas proximidades do trapiche e do costão da praia.
As coletas subaquáticas foram marcadas pela predominância de resíduos ligados à pesca e à maricultura, como redes, cabos, fios de nylon e chumbadas, além de dispositivos de luz química. Em terra, prevaleceram plásticos, como garrafas pet, sacos plásticos, tampas e embalagens, além de espumas e latas de bebidas.
O serviço, que integra 25 pontos, é realizado por meio de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, a Ambiental Limpeza Urbana e Saneamento e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). As ações abrangem áreas como a Ilha das Cabras e as praias do Pinho, Estaleirinho e Laranjeiras, onde atividades como a pesca esportiva, a maricultura e o turismo geram um acúmulo histórico de resíduos.
O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Nelson Oliveira, destaca que o trabalho gera inteligência ambiental voltada à proteção dos costões rochosos.
O coordenador do Laboratório de Mergulho Submarino (LMS), vinculado à Escola Politécnica da Univali, professor Ewerton Wegner, explica que a operação vai além da limpeza superficial dos costões e, para isso, conta com a expertise de mergulhadores científicos especializados, pesquisadores e técnicos.
O serviço de limpeza subaquática abrange toda a extensão de costões do município. “Balneário Camboriú possui cerca de 11 quilômetros de praias e aproximadamente 10 quilômetros de costões rochosos, que incluem áreas como o costão de Taquaras, da Praia dos Amores, da Praia do Buraco, da Ilha das Cabras, do Estaleirinho, de Laranjeiras e da Praia do Pinho. Esses ambientes têm acumulado resíduos ao longo do tempo”, explicou Wegner.
Este trabalho já resultou na retirada de cerca de seis toneladas de resíduos entre 2022 e 2026. Do total recolhido no período, aproximadamente 40% foram retirados da área submersa dos costões. Entre os materiais mais encontrados estão plásticos e itens relacionados à atividade pesqueira, seguidos por vidro, cerâmica, metais, tecidos e borrachas.
A operação segue protocolos técnicos rigorosos, baseados no Regulamento de Mergulho Científico da Univali, alinhado às normativas internacionais. As equipes utilizam equipamentos específicos, como sistemas de mergulho autônomo (SCUBA), embarcações com GPS e instrumentos de monitoramento, garantindo segurança e precisão na coleta subaquática.
A atuação subaquática exige o uso de mergulhadores profissionais devido às características do ambiente, que incluem baixa visibilidade e resíduos presos entre rochas. Em alguns casos, objetos de grande porte são sinalizados com boias para remoção posterior com apoio de embarcações.
















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