Estive com Pavan e Piriquito e justo com eles tive grandes conflitos, afinal contornados, rendendo parcerias esplêndidas
- Aderbal Machado

- 19 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Lembro muito bem dos detalhes de quando cheguei por aqui.
Balneário Camboriú, 1997. Governo Pavan recém eleito pela segunda vez como prefeito.
Ocupando o programa Bote a Boca no Trombone da Rádio Menina, percebi no primeiro momento uma postura radical da emissora contra a administração, inclusive com a determinação de criticá-lo e negar-lhe entrevistas ou citações administrativas, exceto se fosse negativas. A questão era política.
Argumentei ser melhor, a continuar a postura, torná-la mais assertiva se, embora o criticando, se passasse a ouvi-lo. Se necessário, criticá-lo cara a cara. Fiz isso muito. Arrumei choques homéricos com Leonel Pavan. Lá adiante, ante a radicalização, acabei demitido, até por não concordar com algumas posturas da emissora. Por um estranho desígnio, quem foi a primeira pessoa a me oferecer emprego - no caso o cargo de Diretor de Cultura? Justamente Leonel Pavan. Nesse período, também recebi proposta de trabalho na Rádio 99, atual Transamérica, através de Waldir Martins e Spinelli, então diretores da emissora. Aceitei e lá fiquei por um bom tempo, acumulando com a função de Diretor de Cultura. Fiquei no cargo uns quatro anos, com uma gestão modestamente profícua - e nela se aprovou, por exemplo, o Hino da Cidade. (https://youtu.be/w5RVSqy13Xg?si=4F5mBJ68e_-hXeWM)
Depois disso e de ter cruzado ainda a gestão de Rubens Spernau, vice efetivado pela saída de Pavan para ser candidato ao Senado em 2002, acabei deixando o cargo, após a criação da Fundação Cultural, cargo que não me quiseram oferecer.
Mais adiante, já em 2008, eleito Piriquito (Edson Renato Dias), com quem também tive entreveros ferozes, mais por iniciativa dele do que minha, estive num limbo. E Piriquito, querendo sossegar seu espírito e se penitenciando comigo pelas críticas a mim, injustas como ele mesmo reconheceu, ofertou-me a Assessoria de Comunicação da Emasa, onde fiquei por seis anos - um mandato e meio dele. Saí por espontânea vontade quando ele terminou seus oito anos de mandato e sendo derrotado. Não me enquadraria com Fabrício, como aliás nunca me enquadrei por dissonâncias programáticas e práticas.
Isso mostra uma curiosidade: os meus algozes ou alvos de conflitos foram os meus salvadores ou generosos parceiros profissionais. Nas duas funções - nas gestões de Pavan e Piriquito - saí ileso e limpo. Nada a desabonar. Pelo contrário, senti-me imensamente prestigiado. Tanto Pavan quando Piriquito jamais me pressionaram para nada e nunca me cobraram além do normal. Fiz o que quis e sei. Até me ajudaram muito na hora de complicações funcionais - como quando quis trazer atrações culturais e apareciam obstáculos. Eles eram os primeiros a romper esses obstáculos, como a necessidade de apoio estrutural, que me concederam sem limites.










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