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Câmara de BC corta seu próprio orçamento e direciona valores à saúde e educação

Foi protocolado nesta quarta-feira (28/01), o Projeto de Emenda à Lei Orgânica 2/2026, de iniciativa do vereador Marcos Kurtz (Podemos), presidente da Casa, juntamente com a Mesa Diretora (Jade Martins (MDB), vice-presidente; Eduardo Zanatta (PT), 1º secretário; e Victor Forte (PL), 2º secretário) e outros 17 vereadores, também signatários da proposição (LEIA A ÍNTEGRA DA PROPOSIÇÃO AQUI).



O projeto propõe a redução do repasse obrigatório do Poder Executivo à Câmara de Vereadores, o chamado duodécimo, de 6% para 4%, com o acréscimo do artigo 134-A à Lei Orgânica do Município: “O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e os demais gastos com pessoal inativo e pensionistas, não poderá ultrapassar o limite de 4% (quatro por cento) relativo ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos artigos 158 e 159 da Constituição Federal, efetivamente realizado no exercício anterior”.


Os limites de despesas do Poder Legislativo Municipal estão previstos no art. 29-A da Constituição Federal, e variam conforme a população do município. Balneário Camboriú se enquadra no limite de 6% da base de cálculo citada no artigo, mas o projeto propõe que a Câmara reduza o total de sua despesa, diminuindo o repasse obrigatório.


De acordo com a justificativa do projeto, a Câmara “tem utilizado anualmente cerca de 3,57% da receita tributária do Município e a redução, neste caso, não compromete a continuidade dos serviços ofertados – e ainda garante margem para novos investimentos nos próximos anos”.


Excedente para a Educação e a Saúde


Além disso, o projeto determina que a diferença entre os limites seja destinada pelo Executivo às áreas da educação e da saúde: “A parcela correspondente a 2% (dois por cento) do limite previsto no art. 29-A da Constituição Federal, não destinada ao Poder Legislativo em razão do disposto neste artigo, será obrigatoriamente aplicada pelo Poder Executivo, sendo 1% (um por cento) destinado à Secretaria de Educação, para manutenção e desenvolvimento do ensino, e 1% (um por cento) destinado às ações e aos serviços públicos de saúde”.


A Mesa Diretora é formada pelos vereadores Marcos Kurtz, presidente; Jade Martins (MDB), vice-presidente; Eduardo Zanatta (PT), 1º secretário; e Victor Forte (PL), 2º secretário.


O projeto, agora, passará pelas comissões da Câmara antes de ir à plenário. Depois da tramitação nas comissões, será analisado pelos vereadores em dois turnos de discussão e votação, por se tratar de emenda à Lei Orgânica.

 
 
 

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© 2020 | Aderbal Machado

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