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A fedentina de esgoto na Barra Sul, em Balneário Camboriú, preocupa e impõe solução

A informação mostra a preocupação e a realidade. Emasa e Univali buscam soluções para o Rio Camboriú.

Universidade foi chamada a contribuir com diagnóstico técnico e propostas para minimizar impactos percebidos principalmente na região da Barra Sul.



A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) se reuniu, na tarde desta terça-feira (28), com representantes da Univali – Universidade do Vale do Itajaí, para debater ações e estudos voltados à busca de soluções para reduzir problemas percebidos em áreas próximas ao Rio Camboriú, especialmente na região da Barra Sul.


O encontro contou com a participação do diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, do professor Dr. Marcus Polette e do professor e pesquisador da Univali, Paulo Ricardo Schwingel, que também é membro do Comitê do Rio Camboriú.


Segundo Auri Pavoni, um dos problemas, o mau cheiro, é uma questão de muitos anos na região do Rio Camboriú, mas que, de forma mais pontual nos últimos anos, tem gerado cada vez mais incômodo para moradores, comerciantes e frequentadores da Barra Sul.


A Emasa já vem mantendo conversas com empresas e especialistas para entender as causas, avaliar alternativas e estruturar possíveis ações. Com a participação da Univali, a intenção é aprofundar o diagnóstico e desenvolver um estudo técnico que aponte medidas para minimizar os impactos dos fatores que contribuem para o mau cheiro, além de indicar eventuais projetos e obras necessárias para melhorar a situação percebida pela população e pelos turistas.


O mau cheiro percebido em áreas próximas ao Rio Camboriú está relacionado a uma combinação de fatores naturais e urbanos. Na região da Barra Sul, especialmente às margens do rio, o odor mais intenso está associado, predominantemente, à decomposição de matéria orgânica em áreas de manguezal, ambiente de baixa oxigenação e com grande acúmulo de sedimentos, folhas, galhos e outros materiais. Esse processo favorece a atuação de bactérias anaeróbias, que produzem gases como metano e sulfeto de hidrogênio, este último conhecido pelo odor característico de “ovo podre”. A intensidade pode variar conforme maré, vento, temperatura e insolação. A presença de ligações clandestinas de esgoto também pode agravar o problema, ao aumentar a carga orgânica em áreas sensíveis.


A partir das próximas etapas, a Emasa pretende avançar com um plano técnico com apoio de especialistas, buscando soluções que considerem as características ambientais do Rio Camboriú, a necessidade de controle de fontes de poluição e intervenções capazes de reduzir os impactos do mau cheiro na região. Ainda de acordo com o diretor presidente, a Emasa possuí recursos que estão sendo separados para garantir a realizações de ações efetivas nesta situação.


ASSESSORIA DA EMASA


Realidade: o problema é muito antigo. Menos mal que agora resolveram abrir e imaginar uma solução ou um bom paliativo. Como está é difícil continuar. Até porque mata todo o pretenso charme da Barra Sul, com seus "maiores edifícios do mundo".

 
 
 

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© 2020 | Aderbal Machado

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