• Aderbal Machado

A nova praia, no futuro e cumprido o projeto mostrado, será um exemplo, mas a restinga é criticada


Está valendo o edital de contratação de empresa especializada, por pouco mais de R$ 1,2 milhão, para restaurar a restinga ao longo da Praia Central, como forma de preservá-la. A foto mostra como ficará. Claro que isso ensejará um novo modo de o banhista ou turista acessar a areia, por passarelas especiais ou por vãos ao longo da orla.


Isso já é motivo de crítica. E muitos chegam a extremos inimagináveis e absurdos: a volta do estacionamento na Atlântica e até a duplicação da pista de veículos. Propostas de desumanização, portanto. Privilégio para as máquinas, não para pessoas.


Essas críticas, mesmo veementes e/ou sugestões e hipóteses, são vazias por si só. Nem precisa análise mais acurada e nem explicações mais encorpadas para se contrapor a elas. Na verdade, houve alguns até criticando o "excesso de árvores", como previsto do projeto.


A restinga dará um novo aspecto, um aspecto mais natural à orla. É o que tínhamos no início e roubamos da natureza por uma exploração insana. Então ninguém está forçando nada e nem inventando a roda.


A principal questão, contudo, não está nesses meros detalhes visados por tantos (felizmente não muitos), mas no custo final do projeto de revitalização total da orla e o tempo de execução: irá a quatro vezes mais o custo do alargamento (R$ 85 milhões) e demorará em torno de dois anos ou mais. Ou seja, não termina neste governo.


O sistema contratado é chamado de "dunas embrionárias". A empresa vencedora foi a Igara Engenharia Ambiental Ltda., por R$ 1.216.241,00. Veja detalhes no edital:

dunas embrionárias
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