• Aderbal Machado

Uma homenagem a Valdir de Andrade, advogado, cidadão, militante incansável pela segurança


De vez em quando me dá uma coceira e decido escrever sobre alguns personagens. Já o fiz sobre alguns e continuarei, dagora em diante, com assiduidade.


Há pessoas merecedoras de destaque e reconhecimento por sua atuação e cooperação com a vida dos lugares, numa convivência harmoniosa com tudo.


Hoje é Valdir de Andrade. Este advogado eu o conheci num acaso, logo ao chegar em Balneário Camboriú. Na casa dele, houve um encontro do então PMDB. Nem sabia ser a casa dele. As pessoas debatendo e ele lá no canto, encostado à parede, quietinho. Só ouvindo. Mais tarde ele mesmo esteve à frente disso tudo, mas não seguiu adiante na sua vilegiatura política. Talvez por sabedoria.


Fato é que Valdir de Andrade me representou algumas vezes perante ações judiciais e em todas elas foi vitorioso. Mas nem é por isso que o homenageio. Seria menor se o fizesse. Valdir merece ser exaltado muito mais e principalmente pelo seu papel exemplar, persistente e decisivo nas questões de segurança pública da cidade e do Estado.


Sempre presente, não só como dirigente e articulador, como elemento de proa, Valdir bate de frente com quem ouse duvidar dos objetivos. E bate de frente com os dilemas que se amontoam - o principal deles a descrença e a inação, a preguiça e o desinteresse de muitos, enquanto a água não lhes bate na cintura.


Vai adiante com uma perseverança invejável. Não perde oportunidades de destacar o tema no seu clube de serviço, nas suas relações com as forças de segurança, ante a prefeitura e ante o governo do Estado. Tal destaque e liderança o premiou, merecidamente, com um lugar na direção nacional do sistema de Consegs, que criou, mantém e sofre com a desativação de muitos, como já ocorreu e ocorre.


Nas falas com ele muitas vezes ouvi que, enquanto políticos bradam a necessidade de a população (ou "a sociedade") se comprometer com isso, os próprios governos (comandados por políticos), trabalha para esvaziar os Consegs, preferindo suas ações voltados a prestigiar este ou aquele, ainda que o povo, ao final e ao cabo, perca. Porque, assim, mantém o povo carente e às portas de suas explorações eleitorais.


Estou sendo duro? Pode ser. Então me desmintam. Eu aceito.


Valdir de Andrade merece ser prestigiado e valorizado muito mais do que é. E não acho que seja. Merece ser mais acionado por quem lida com segurança. É um cidadão no cerne da definição.

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