• Aderbal Machado

Rio Camboriú: qualidade da água é péssima, conclui pesquisador da Univali

“A situação hoje do rio Camboriú é péssima e isto fica muito evidente nas análises da qualidade da água, demonstrando que 76% das amostras coletadas apresentam a qualidade do rio Camboriú como péssima, e 22% colocam a qualidade como medíocre”

A Tribuna Livre da sessão legislativa de terça-feira (06/07) da Câmara Muniipal de Balneário Camboriú foi reservada a pedido do vereador André Meirinho, membro da Comissão de Preservação do Meio Ambiente e Turismo, para apresentação do Programa Estuário do Rio Camboriú 2030 pelo convidado Dr. Marcus Polette, professor e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI e coordenador do programa.


O Programa Estuário do Rio Camboriú 2030 visa à revitalização, recuperação e proteção do Rio Camboriú. Na forma de projeto de pesquisa coordenado pela UNIVALI, o programa agrega diversos dados, aspectos e dimensões num diagnóstico incluindo monitoramento de qualidade ambiental e busca identificar causas e efeitos dos problemas do rio Camboriú.


Para isso, conta com apoio do Comitê da Bacia do Rio Camboriú e Contíguas, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural de Santa Catarina - EPAGRI, envolve os dois municípios da bacia e é financiado pela Marina Tedesco.


Na explanação, o pesquisador Marcus Polette (Dr.) apresentou as macrotendências da bacia hidrográfica do Rio Camboriú, com dados referentes aos problemas socioambientais e econômicos, incluindo aspectos de uso e ocupação do solo, limites populacionais, desigualdade do PIB per capta entre Camboriú e Balneário Camboriú, bem como a poluição pela falta de saneamento em Camboriú e problemas relativos aos empreendimentos náuticos que acabam impactando a qualidade ambiental do estuário do Rio Camboriú e da praia central de Balneário Camboriú. “A situação hoje do rio Camboriú é péssima, isso fica muito evidente nas análises da qualidade da água, que demonstrou que 76% das amostras coletadas mostram que a qualidade do rio Camboriú é péssima, e 22% colocam a qualidade como medíocre”, afirmou o pesquisador.

Dr. Polette também falou das dificuldades para garantir abastecimento e da importância, mediante esses dados, de ações integradas. Por isso a proposta do programa.

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