• Aderbal Machado

Reduzir vagas de vereadores só, não: há que ter um enxugamento efetivo da máquina, que está inchada


É uma bobagem vários vereadores apresentarem projetos com o mesmo sentido, como o de reduzir o número de vagas na Câmara. Já há pelo menos quatro lá, protocolados: do vereador Marcelo Achutti, do vereador Omar Tomalih, do vereador Victor Forte e do vereador Cristiano Santos. Achutti propõe 9 vagas, Tomalih 11, Victor Forte e Cristiano 15 vagas.

O mais sensato seria unificarem, chegando a um meio termo, porque as diferenças são enormes entre eles, considerando-se as atuais 19 vagas.

Todos visam, nas suas justificativas, economia de dinheiro público. Há controvérsias se este seria um único caminho, em se tratando de Câmara Municipal. Melhor seria, porque são medidas até administrativas - eliminar diárias, reduzir verbas de gabinete e assessores (hoje cinco por gabinete), despesas administrativas e racionalizar a ocupação de cargos de confiança. A economia seria igual ou maior. Se aliar a uma redução de vagas de vereadores, o que parece ser uma unanimidade - mas não o exagero de 9 vagas -. ficaria de ótimo tamanho e seria cumprida a finalidade com louvor.

Ao final, todavia, tudo reside na vontade da maioria. Como até hoje ninguém "se coçou" sequer para colocar as matérias em plenário para votação - nem mandá-las para as comissões técnicas -, fica difícil crer que a vontade tem tudo isso de força.

E é bom observar que esta medida da Câmara, se concretizada, também necessita ser implementada no Executivo, via ampla reforma administrativa, sabendo-se haver um reconhecido inchaço nos cargos comissionados desde muito tempo, sem que nenhum dos prefeitos agisse para reduzir, antes pelo contrário.

Uma medida sem a outra deixa o quadro incompleto e insuficiente, além de injusto.

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