• Aderbal Machado

Operação identifica moradores de rua envolvidos em ações lesivas e pequenos furtos em BC


Numa operação feita em diversos pontos da cidade, a Guarda Municipal de Balneário Camboriú, em parceria com as secretarias de Saúde e Inclusão Social, identificou moradores de rua envolvidos em ações lesivas e pequenos furtos ocorridos na cidade.


Como resultado da ação, 38 moradores em situação de rua aceitaram retornar às suas cidades de origem. Além disso foram feitas sete internações voluntárias e dez involuntárias (quando a pessoa está em situação crítica de saúde). Diz a secretaria que este tipo de ação será rotina. Faz tempo que se exige esta ação, pois o drama dos moradores de rua com envolvimento em delitos e pequenos furtos vem de longe, sem contar o fato de que há casos de uso dessa gente para tráfico de drogas. A ação deveria, portanto, ser rotina há muito tempo. Mas precisou de uma pressão social e de choque de realidade, com os recentes acontecimentos lamentáveis registrados em assaltos a estabelecimentos comerciais nas áreas mais centrais da cidade e de dia claro, como numa loja de bicicletas da Terceira Avenida recentemente.


Os moradores foram encaminhados à Casa da Passagem, onde receberam atenção médica, psicológica e social, além de palestra sobre segurança. Com material obtido pela inteligência da força (fotos e vídeos), o secretário de segurança municipal mostrou os moradores de rua reconhecidos nas ações e deu nome aos envolvidos.


Para o comando da Guarda, não há dúvida de que na origem de diversos crimes praticados recentemente na cidade está a questão da droga. “Muitos do moradores de rua são viciados que, em crise de abstinência, acabam praticando furtos para comprar droga”, pontua o secretário Castanheira.


No “pente fino” que as equipes da Guarda Municipal fizeram na cidade, também foram encontrados criminosos de maior periculosidade.


Todos os casos e os identificados constam de relatório que será entregue à Polícia Civil para as devidas providências.


Essas ações são necessárias, mas, como se disse lá em cima, precisam ser permanentes. E não o foram até aqui. São episódicas. Surgidas à luz de fatos e por imposição social, via imprensa. Inclusive porque esses moradores de rua, com ou sem ficha policial, retornarão, mais dia e menos dia. O desafio é permanente.

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