• Aderbal Machado

O sistema de votação eletrônica foi invadido em 2018, reconhece o TSE; e pode acontecer de novo


Que as urnas foram devassadas (ou invadidas) em 2018, nem o TSE nega. Só aduz ter sido inócuo, por nada ter produzido de efeito. Entretanto o TSE apagou os logs de dados. Em computação, log de dados é uma expressão utilizada para descrever o processo de registro de eventos relevantes num sistema computacional. Esse registro pode ser utilizado para restabelecer o estado original de um sistema ou para que um administrador conheça o seu comportamento no passado. Um arquivo de log pode ser utilizado para auditoria e diagnóstico de problemas em sistemas computacionais.

Enfim, apagou os registros, impedindo qualquer tipo de posterior exame ou investigação. Como agora.

Antes alardeava-se serem as urnas indevassáveis. O ataque e invasão confirmados dizem o contrário. Então, acrescenta-se nada terem produzido. A pergunta: apagados os logs, quem garante não terem produzido nada no resultado da eleição?

Insistir na perfeição do sistema de contagem eletrônica de votos é subestimar a inteligência até de leigos, quanto mais de especialistas (não os oficiais, mas os reais). Pode ser que na urna não se faça e nem se possa fazer nada, pois é isolada. Mas a seguir, na transmissão dos dados ou na sua contabilização final, sem dúvida.

Na eleição do ano que vem, só pra tirar teima, cremos que hackers vão invadir (já o fizeram no caso de 2018 e depois) o sistema do TSE, provando sua fragilidade. Vão ter que se virar nos trinta para evitar, se isto ocorrer. E, ainda que não influencie no resultado, provado estará que o sistema é devassável. E é. Inimaginável pensar em hackers invadindo o sistema do Pentágono e da Nasa (maior segurança do mundo) e não conseguir um sistema de contagem de voto eletrônico de urnas antiguadas.

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