O alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú tem curiosidades no seu procedimento inicial


As tubulações que estão sendo soldadas ficarão submersas e farão a conexão entre a draga e a praia. Cada tubo possui 12 metros de comprimento e 900 milímetros de diâmetro com espessura de aproximadamente 20mm. Aparentam perfeitamente redondos, mas muitos possuem imperfeições causadas pelo manuseio e por isso precisam ser previamente inspecionados e preparados para conectarem uns aos outros.


Alem dos ajustes físicos, a soldagem deve ser feita respeitando o polo magnético gerado pelo campo do tubo, assim, antes de conectar é preciso identificar onde está o "polo positivo e o negativo" do tubo para não haver repulsão no momento de soldagem e a conexão seja perfeita. Os opostos se atraem.


Essa conexão deve ser tão perfeita que existe um especialista belga e um especialista local, certificados, avaliando tanto o procedimento de soldagem quanto o resultado final de cada uma. Nada pode dar errado durante esse processo e para garantir ainda mais a qualidade do serviço, faz-se uma soldagem interna do tubo, garantindo maior força para essa junção. Sim, tem soldador dentro do tubo...


As tubulações apesar de serem de aço, são tão flexíveis que se forem juntados +/-900 metros de tubos, é possível fazer uma circunferência completa.

Ao todo serão utilizados 190 tubos soldados formando uma linha de 2km a fim de conduzir a areia da draga até a praia e 200 tubos aparafusados para distribuir a areia longitudinalmente na praia no sentido centro/sul e posteriormente no sentido centro/ norte.


Todo esse esforço de soldagem ocupa a maior parte do tempo desta obra. A fase de dragagem e espalhamento da areia na praia - a obra propriamente dita -, está prevista para apenas 3 meses.



(Publicação de Maria Heloísa Furtado Lenzi, no seu perfil do Facebook)


Por enquanto, o visual não tem qualquer deslumbramento. É a fase da montagem. Como dito no texto acima, a mais complicada e demorada.


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