Nossa Seleção é um arremedo de futebol e Tite é um negacionista


Nem chega a ser uma decepção, porque caminhávamos para um resultado previsível na decisão contra a Argentina, apesar de nossa torcida. Há que se vislumbrar as realidades, antes de mais nada. Sem paixonites e patriotadas.

A Seleção está descoordenada, perdida em campo, sem esquema de jogo. Tem um ritmo com o Neymar e outro ritmo - bem pior - sem ele. Neymar, todavia, viu-se contra a Argentina, é um Messi às avessas. Carrega a bola em demasia, querendo demonstrar individualidade eficiente - mania de jogador brasileiro em geral - e não rende jogadas preciosas. Às vezes comete genialidades. Desconfio que casuais. E às vezes é até medíocre que dá medo.

Messi, convenhamos, é articulado, joga pro time, lança sempre e só avança quando há espaço. Não tenta das murros em ponta de faca.

Perdemos um jogo previsível. E Tite é um negacionista: não enxerga o óbvio e não admite restrições aos seus erros constantes no comando do escrete. A começar pela convocação: alguns são cabeças-de-bagre. Do jeito que jogou contra a Argentina, a Seleção perderia até pro Grêmio, lanterna do brasileiro.

Nem houve decepção. Decepção é perder uma Copa de 1950 em casa. Ou tomar 7 x 1 na outra Copa que sediamos. Perder pra Argentina na condição em que perdemos é até normal.

Isto se mostrava no semblante dos nossos jogadores a cada close durante o jogo. A derrota estava escrita ali, indelevelmente. Tive a impressão de que queriam entregar o jogo.

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