• Aderbal Machado

Números de criminalidade chocam, causam revolta, mas é preciso considerar a verdade acima de tudo

Há um mote oficial de que Balneário Camboriú, seguindo estatísticas oficiais, é considerada a cidade mais segura de SC. Ninguém discute isso, mas o NSC jogou no ar uma matéria mostrando outra realidade, ao menos em relação a furtos, roubos e estelionato. Isso causou uma intensa discussão no Whatsapp do Conseg.


Nessas discussões, acusações de parcialidade e má intenção da empresa de jornalismo, como se estivesse acusando falsamente. O fato é que, sem mostrar números contrários, de nada resolve contestar ou reclamar. Da realidade não se pode fugir. Até pode não se gostar, mas fugir não dá.


Os números da matéria do NSC mostra comparativo entre furtos, roubos e estelionatos em todas as cidades acima de 100 mil habitantes, de janeiro a junho de 2021. E Balneário Camboriú é campeoníssima nesses quesitos. Falou-se numa "mistura" indevida de dados em que Balneário Camboriú teve queda significativa e noutros não. A soma teria influenciado. Há um porém: o mesmo critério serviu às demais cidades, muitas delas bem maiores do que Balneário Camboriú, como Itajaí, Florianópolis, Blumenau, Joinville e Criciúma - cujos números são bem menores, em termos absolutos e relativos. Muito menores, aliás.

Depois, vêm os números da cidade, mostrados na mesma matéria.

Vamos considerar que estelionato é um tipo de crime fora do alcance da vigilância policial e o aumento foi expressivo. Mas furtos são mostrados com relevância preocupante. Roubos idem. Ficar xingando o NSC de nada resolve. Pelo contrário. Como se disse, isso não anula e nem esconde a verdade.


Nas manifestações no Whatsapp do Conseg, citam-se causas: a frouxidão da lei; a lilberalidade com a bandidagem por parte da autoridade, até em função da lei; a inutilidade de prisões repetidas de elementos com milhares de boletins registrados e autuações, alguns até já condenados e reincidentes e a presença consentida de gente cujo comportamento não é condizente em relação aos demais (atitudes agressivas, consumos de drogas abertamente - até o consumo escancarado na presença de quem queira ver).


Tudo isso é uma verdade chocante. De repente, entramos numa espécie de impunidade institucional em que o único prejudicado é o cidadão pacífico e honesto, impedido até de circular nas ruas.

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