• Aderbal Machado

Muitos candidatos na cidade e na região podem reduzir chances de representatividade maior

Repetiremos, nesta eleição de 2022, o erro de outras eleições, quando multiplicaram-se candidaturas à Câmara Federal e Assembleia Legislativa e, ao final, só se elegeram dois com base principal aqui: Paulinha e Mocelin. Porque tinham estrutura forte fora da região. E só nesta condição elegeremos. Sempre comparei - por ser estatísticamente real - com o sul do Estado. As microrregiões de Criciúma e Araranguá têm 27 municípios e menos eleitores do que a Amfri (11 municípios) em números absolutos. Por lá se elegeram oito deputados estaduais e quatro federais. A maioria deles com base num único colégio de votos: Criciúma. Os quatro federais, por exemplo, são de Criciúma.


Lá concentram os votos. Uma das razões é que o eleitor de lá, em esmagadora maioria, é nativo, tem raiz. Não dispersa votos em nomes de fora das regiões. E isso fazemos aqui sempre, além da inflação de candidatos. Pior ainda, grande parte sem a menor condição de vencer. Não vão e inibem a ida de quem possa ter chances efetivas. Pulverizam os votos pra nada.


Só na Câmara de Vereadores de Balneário um terço dos vereadores se apresentam como pré-candidatos a federal e estadual. A não ser que surpreendam fortemente, nenhum deles se apresenta com reais perspectivas de vitória, considerada uma análise perfunctória.

Em Itajaí há, segundo notícia de dias passados, oito nomes para a Câmara Federal. Isso é uma definitiva loucura. Além dos nomes igualmente apresentados como pré-candidatos à Assembleia. Longe de se desejar um pacto por mais representatividade, podemos opinar que isso é absolutamente irracional. Tendente a nos deixar mais outra legislatura correndo atrás da máquina.


O nome mais expressivo e forte até o momento, até porque se definiu desde sempre no objetivo é o do vice-prefeito Carlos Humberto, que tem lastro político-eleitoral regional e está buscando apoios fora da região. Na última eleição chegou à primeira suplência e só não se efetivou por muito pouco. Nesta eleição terá mais abertura para chegar, pois está em campanha há praticamente quatro anos e isto conta muito, por uma questão de precedência na lembrança do eleitorado. Não é apenas uma candidatura oportunística como tantas, que só aparecem na pré-campanha ou quando abre o prazo da lei, muitos deles, inclusive, migrados de um partido para outro.






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