• Aderbal Machado

Indicação da Fabian Lemos para Comunicação da Câmara causa reação e comentários


A indicação do jornalista Fabian Lemos para a Diretoria de Comunicação da Câmara de Balneário Camboriú causa discussão. No passado, ele foi, por duas vezes, diretor de Comunicação da Prefeitura, na gestão Piriquito e tem fortes ligações com o vereador Kaká Fernandes, até por laços distantes de relacionamento familiar afetivo, que o teria indicado ao presidente Marcos Kurtz.

Opinei nas minhas midias sociais sobre Fabian. Disse e confirmo: é jornalista competente, de fino trato. Mas ouvi, depois, algumas opiniões a respeito de sua indicação. Tive que ceder às observações e descobri haver certa rejeição ao seu nome, por razões políticas, pessoais e funcionais.

A primeira rejeição é pelo fato de ser profissional "de fora", sem convivência mais próxima com a cidade e mais ainda sem sintonia com a imprensa local. A saber se tem conhecimentos sobre funcionamento e se poderá implantar ou mudar o sistema de comunicação - principalmente TV e Rádio Câmara, que precisam, sim, de uma reformulação de conteúdo e enfoque há tempos.

Bom dizer, também, que o serviço de comunicação de uma Câmara é diferente, até por questão de amplitude geográfica, do serviço de comunicação de uma prefeitura. Os âmbitos são diferentes - ao legislativo cabe privilegiar a informação doméstica, da cidade e seus interesses e pouca coisa cabe ir adiante, para paragens mais amplas, caso de uma discussão ou projeto com reflexos além dos limites municipais. Na prefeitura a dimensão é outra, mais ampla. E é aí que mora a complexidade a ser entendida por um bom assessor de comunicação: conhecer basicamente os meandros políticos e conciliar os objetivos de cada um e de todos.

Outro fator é a pressão de dentro, vivida por todos os demais ocupantes do cargo. De alguns deles, sem citar nomes, há depoimentos fortes de egos feridos e constrangimentos de cobertura informativa.

De resto, a ocupação de muitos cargos comissionados, tanto na Câmara quanto na Prefeitura, são de indicação de vereadores e correligionários - regra que, por si só, desautoriza o próprio presidente e a Mesa da Câmara. Vale a máxima da política: "não se nomeia quem não se pode demitir".

Não é muito difícil administrar uma diretoria de Comunicação (de Câmara ou Prefeitura), mesmo sob os apertos e porradas a que se sujeita o ocupante. Basta primeiro conhecer o metier, ter preparo. experiência e capacidade de planejar e fazer. E, claro, o fundamental: jogo de cintura e conhecimento suficiente do meio em que está metido.

Tratando-se de política, convenhamos, tudo isso é sumamente relativo, mas é o que tem pra lidar.

O radialista Tigrão (Luiz Carlos Tigrão Pereira), no seu bem ouvido programa na Rádio Menina foi o primeiro a detonar a indicação, justamente pelas razões colocadas aqui. Pegou pesado.

Vamos ver quais os próximos lances da jogada e quais resultados serão conquistados. Os julgamentos dependem disso.

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