Há 62 anos, morria meu pai, primeiro advogado e professor do Araranguá

O dia 24 de outubro de 1959 foi um dia triste e ruim.

Dia em que faleceu, no Hospital Bom Pastor, em Araranguá, vítima de insuficiência cardíaca, o advogado Manoel Telésforo Machado (originalmente, Telesphoro), primeiro profissional da cidade e um dos primeiros professores a exercer a atividade no final do Século 19, começo do Século 20.

Nascido em São José, região de Florianópolis, em 5 de janeiro de 1878, acompanhou seu pai, meu avô Tenente Coronel Bernardino Machado, nas suas vilegiaturas políticas: foi deputado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (2ª Legislatura - 1894-

/1895, junto com personagens históricos do Estado, como Antônio Pereira e Oliveira, Henrique Rupp, José Boiteux, Vidal Ramos e da 3ª Legislatura - 1896/1897, com os mesmos personagens). Ao seu lado, nas duas legislaturas, o colega e amigo Apolinário João Pereira, araranguaense ilustre, prefeito interino da cidade de 1894 a 1895, tendo falecido tragicamente, durante uma comemoração de sua segunda eleição, na vira do século.

Papai foi personagem forte do Araranguá, hoje nome de rua no Bairro Cidade Alta (também é nome de rua no lindíssimo Jardim Maristela, de Criciúma, cidade onde exerceu advocacia e morou por muitos anos).

A ele devo o preito de gratidão de ter-me dado a lição suprema de ofertar plena liberdade, mas advertindo sempre o preço que a vida cobra por isto. Estou pagando ainda e é caro, mas vale a pena.

Ao velho Telésforo, a lembrança de momentos que vivemos, na dureza dos tempos em que a vida forçava a barra, mas ele jamais desistiu.

A bênção, meu velho.















































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