• Aderbal Machado

Gestos de políticos de SC contrariando frontalmente sua origem: só danos e perdas

Alguns movimentos na política de SC são, além de esquisitos, muito insossos. A última: a adesao de Gelson Merisio (PSDB) à campanha de Lula. Tida como uma vantagem para o ex-presidente, na opinião de um ou dois "analistas", fácil deduzir ter sido, quem sabe, o final de carreira mais melancólico de um político nitidamente conservador e notório representante do que há de mais contrário a qualquer resquício de política petista. Absolutamente sem sentido. Fora de rota. Esse tipo de jogo mais danifica que constroi para a imagem do próprio político. Tipo assim: perde seus companheiros e aliados de sempre e nada ganha do outro lado, onde os espaços estão ocupados e são irremovíveis. Assinou o atestado de óbito político e eleitoral.

Além de, ao fim e ao cabo (como dizem advogados), não representar coisíssima nenhuma para o ex-presidente. Dificilmente se alterará o quadro de todas as eleições pós-redemocratização: Lula (e o PT) só venceram em SC em 2002. Nas demais eleições, inclusive a de 1989, de Collor, e as de 1994 e 1998, de Fernando Henrique, até 2018 de Jair Bolsonaro, Lula e o PT perderam todas. Embora em quatro delas tenha sido vitorioso no país. Merísio não mudará isso. Não tem cacife. Nem fará mossa no arcabouço.

Há uma estorieta dos mais antigos, segundo a qual um brasileiro resolveu viver no Japão (tempos antigos). Resultado: desaprendeu o português e não aprendeu o japonês. Ficou sem eira e bem beira pra se comunicar verbalmente. É uma estorinha folclórica, mas enfim...

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