• Aderbal Machado

Fiasco das prévias nacionais do PSDB: manobra contra Doria, que não controla nem seu partido em SP


Falha no aplicativo de votação, que custou R$ 1,5 milhão e foi adquirido com o Fundo Partidário (dinheiro nosso, portanto), suspendeu a eleição e a escolha do nome para disputar a presidência em 2022.

A informação é que 40% dos filiados votaram pelo aplicativo. Frustração no partido e acusações de tentativa de burla contra o candidato Eduardo Leite, um dos pretendentes e atual governador do Rio Grande do Sul. O pior para os partidários é saber que as adversidades de Doria estão dentro do seu reduto, o estado de São Paulo, embora seja ele o nome mais forte para levar a candidatura. Nem o prefeito da capital paulista o apoia. Até pelo contrário, declarou apoio aberto a Eduardo Leite.

Numa esquisitice medonha, a própria cúpula da comissão apuradora e fiscalizadora dos votos declarou publicamente voto e apoio a Eduardo Leite. O que é um vexame do ponto de vista de lisura do próprio pleito.

Em suma: o PSDB mostrou ser uma esculhambação e um verdadeiro ninho de jararacas e o Doria (como disse, o nome mais forte nessa disputa) mostrou que não consegue juntar 2 + 2 no próprio partido e no seu próprio estado. Nem na capital. Se olhar essa simples equação e transportá-la para o controle do poder e a capacidade de unir e buscar conciliações nacionais em favor de qualquer objetivo, temos um desastre evidente de cognição do pretenso candidato.

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