• Aderbal Machado

Eterno Jaison Barreto: a política como é desde sempre, nos seus meandros mais escuros

Em 16 de fevereiro de 2015, Jaison Barreto publicou na sua página do Facebook:


A foto diz bem o clima de confraternização e articulações daquela época. Doutel de Andrade, eu, Esperidião Amin e Brizola.
O amigo Adelor Lessa, sempre bem informado, sabe que quem inviabilizou mesmo a Aliança, impedindo inclusive a candidatura à prefeitura de Florianópolis do deputado cassado Evelásio Caon, leva o nome de Manoel Dias, atual Ministro do Trabalho do governo Dilma.
Em dramática reunião na Agronômica, na última hora antes do prazo fatal, colocou-se como vice do Chiquinho Assis, jogando por terra a finalidade toda da Aliança.
Como faz falta a presença do amigão Realdo Guglielmi, que conhecia como ninguém os políticos de Santa Catarina.
A história do PDT foi sempre estiolada no Brasil todo, pelo mandonismo autoritário que obrigou excelentes quadros, mesmo aqui no Estado, a abandonarem a sigla. Todos conhecem os nomes.
Crime maior está sendo cometido agora, de maneira MAQUIAVÉLICA, colocando na conta do Partido Democrático Trabalhista a responsabilidade pelo corte de direitos trabalhistas, como o do seguro desemprego, auxilio doença, etc.etc.
Getúlio Vargas teve o Tenente Gregório, o nosso grande Brizola teve o Lupi e o Manoel Dias.
Os verdadeiros trabalhistas sabem que tenho razão.
O grande Brizola não merecia isso!
Quanto às colocações do amigo Márcio Albani, lembro muito bem do comício.
Em 1972, aliás, eu Deputado Federal e ele Prefeito de Brusque, trouxemos Fernando Henrique Cardoso, jovem sociólogo, para uma palestra no salão da Igreja Luterana. 
Cesar Moritz, depois eleito Deputado Estadual, foi convencido a mudar de time pelo expert aliciador Jorge Bornhausen.
Passei um bom número de anos sem falar com ele.
Aproveitando, coisa igual aconteceu com o bravo e vibrante, fumante de charutos cubanos, Delfim de Pádua Peixoto Filho, que não resistiu também ao talento do Kaiser e desistiu de concorrer a Deputado Federal em 77. Eu me elegi Senador e em seu lugar, foi eleito o Luiz Antônio Cechinel de Itajaí.
Delfim, depois do curso na Assembleia Legislativa, dirige o futebol catarinense há mais de 30 anos.
Foram mais um bom par de anos sem a minha amizade.
Assim caminha a política.
Obséquio, parem de ficar me cobrando o livro.
Jaison Barreto

Jaison sempre carregou suas opiniões com tintas fortes e sem medo. Direto na jugular.


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