• Aderbal Machado

Emasa vai mexer na Estação de Tratamento de Esgoto para resolver problemas no tanque de aeração

Será trocada a geomembrana impermeabilizadora do tanque de aeração, essencial para a existência e garantia do sistema de tratamento.

Para isso, uma operação complexa se realizará.

Será necessário fazer o esgotamento do tanque de aeração (foto), a dragagem para remoção do material residual sedimentado no fundo do tanque com seu consequente tratamento e a retirada e substituição da atual geomembrana. Nesse período, o sistema de aeração será remanejado, com a interrupção da entrada de esgoto bruto no tanque de aeração, fazendo com que o tratamento de esgoto se dê a partir daí por processo físico-químico.


Segundo o diretor geral da Emasa, Douglas Costa Beber, “Durante o período de obras, poderá ocorrer mais odor na localidade e o sistema operacional poderá apresentar menor eficiência no tratamento de esgoto, mas os técnicos trabalharão para manter os parâmetros de qualidade enquadrando-os nos limites estabelecidos na legislação”.


O volume estimado de lodo existente no fundo do tanque de aeração é de aproximadamente 10.000 m3 e o volume da parcela líquida será de aproximadamente 43.500 m3. A parcela referente ao material sedimentado no fundo deverá ser recalcada para sacos geotêxtil (Bag´s), que deverá ser alocada aproximadamente a 250 metros de distância, sendo que o líquido do Bag deverá ser recalcado para a caixa de reunião de lodo dos decantadores. E a fração líquida, vai para o canal vertedor do tanque de aeração, e também seguirá para os decantadores. Após encher um Bag, a tubulação deverá ser desligada e interligada em um novo Bag, e assim sucessivamente.


Como o sistema de aeração será remanejado:

Concluída a dragagem, o sistema de aeração será desmontado e removido do tanque, de maneira a viabilizar a troca da geomembrana. Enquanto os trabalhos avançam, todo sistema de aeração será separado, higienizado e inspecionado. Novos componentes serão adquiridos para sua posterior remontagem ao término da substituição da geomembrana, aumentando a eficiência e vida útil do sistema.


Esta informação confirma as informações do próprio IMA, só agora reconhecidas pela ação da Emasa. O sistema estava com falhas por exaustão temporal da geomembrana e precisa de reparos.

A geomembrana (foto) se destaca por ser a melhor opção para impermeabilização de grandes áreas, sobretudo, suscetíveis a vibrações e movimentações. Na sua composição são utilizados polímeros como PVC, PEAD, TPO e EPDM.


A duração da geomembrana em uso é de 15 a 20 anos, segundo informações técnicas. No caso de Balneário Camboriú, este tempo está abreviado.


A obra será feita por uma empresa especializada – Submar Serviços Subaquáticos – vencedora da licitação na modalidade Concorrência, do tipo menor preço global. O valor licitado foi de R$ 5.086.939,89 (cinco milhões, oitenta e seis mil, novecentos e trinta e nove reais e oitenta e nove centavos). O prazo previsto é de 180 (cento e oitenta) dias.

Etapas do desenvolvimento das obras:


1. Instalação do Canteiro de Obras; 2. Dragagem do tanque de aeração; 3. Retirada da geomembrana e demais componentes do Tanque de Aeração; 4. Ancoragem da Geomembrana; 5. Movimento de terra no Tanque de Aeração; 6. Drenagem; 7. Impermeabilização do Tanque de Aeração; 8. Parede de concreto para elevação de nível da lagoa.

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