• Aderbal Machado

Em tempo de vereadores darem bons exemplos que combinem com suas críticas, posições e projetos

Li opiniões do jornalista Gian Del Sent sobre a atuação dos vereadores de Balneário Camboriú, no seu portal "Visse" e no Portal Menina.

Partes que considerei destacáveis da coluna e com cujos termos, em tese, concordo:


Suado dinheiro do contribuinte

O tão suado dinheirinho do pagador de impostos bancam políticos e seus assessores, com bons salários, para representar a população no executivo e no legislativo. Mas será que estão fazendo por merecer pelo trabalho exercido? Na coluna de hoje alguns disparates envolvendo a atuação dos nossos representantes.


Redução

Muito se fala em redução de vereadores e de salários. Até existe uma proposta do vereador Achutti para diminuir em 30% o salário de vereadores, prefeito, secretários e afins. Tem até emenda para aumentar de 30 para 50% esse percentual. Mas porque salário e não todas as “regalias” como verba de gabinete para o pagamento de assessores?


Cálculo

Assim - continha de padaria -, cada vereador tem direito de gastar em torno de 18 mil reais com assessores. Maioria dos vereadores usa 100% da cota. Se diminuir em 30% do salário do vereador, temos uma economia de R$3.900,00 e ainda sobra 9100 reais para o parlamentar. Se diminuir 30% só da verba de gabinete, há uma economia de R$5.400,00. Será que a preocupação é mesmo a economia?


Projetos

Recursos humanos e financeiros são gastos no desenvolvimento de projetos de lei, indicações e requerimentos. Ai abrem-se projetos do legislativos em meio a uma pandemia, e se depara com projetos do tipo “Reconhecer Balneário Camboriú como Cidade Pet Friendly”. Ou “Proibir executivo e legislativo de apagar comentários em redes sociais”. Tem também um que quer incluir na grade curricular o tema “Direitos dos animais domésticos e silvestres”. É sério isso? É nisso que nosso dinheiro é aplicado?


Jogando para a torcida

Eu vejo em projetos como esses apenas medidas populistas de enrolar o povo menos esclarecido. Como um projeto que proíbe vereador de assumir cargo no executivo, em que o proponente é um vereador que já assumiu secretaria e cargo de primeiro escalão em governo anterior.


8 sessões

Há um projeto interessante tramitando na casa legislativa. O projeto quer revogar o parágrafo único do Art. 183 do regimento interno, e acabar com o limite máximo de 8 sessões por mês. Quem sabe assim comecem a desafogar os projetos parados e trabalhem pra valer, já que para convocar sessão extraordinária tem muito mais burocracia.


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De fato, para encarar seriedade nas crítica a gastos públicos e pra começar, os vereadores deveriam abrir mão de cinco assessores por gabinete. Mudar a lei para isso e, por consequência, reduzir os gastos com salários. Isto e mais despesas decorrentes de insumos menores a partir da presença e circulação desses servidores comissionados, seria, sem dúvida, uma bela economia. Talvez nem tanto pelo montante, mas pelo exemplo.

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