Economia de dinheiro público: bom acabar com hipocrisia e mentiras


Votado está, eleitos estão. A maioria decidiu. Em fevereiro, iniciam os mandatos legislativos. E começa a temporada de queixas da atuação de vereadores. Aconteceu antes, acontece agora e acontecerá depois. Até a próxima eleição, quando o eleitorado, majoritariamente, escolherá os mesmos, em maioria. Assim ocorre com presidente, governador e prefeito. A verdade é que o povo precisa aprender ou acostumar a cobrar mais, não apenas gargantear nas mídias sociais. Ir às sessões da Câmara, por exemplo, quando assuntos de importância estiverem sendo discutidos ou quando projetos vitais estiverem sendo votados. Não apenas as corporações diretamente interessadas, mas o povo mesmo, pois os reflexos das aprovações recaem sobre todos e para todo o sempre. Este é o conselho correto, mas talvez o mais inútil de todos: o povo não confere diretamente a atuação de vereadores, por exemplo, que são os mais acessíveis e diretamente pressionáveis. As reclamações e críticas só surgem depois da aprovação, quando os fatos estão consumados.

Eu faço uma sugestão prática e direta: cobrem dos vereadores de Balneário Camboriú, especialmente, a decantada economia de dinheiro público que todos defenderam (foi a sério ou foi apenas demagogia barata para ganhar votos?) - a começar pelos seus gabinetes. Cada um tem "direito" a nomear cinco assessores comissionados, despesas de celular, internet e diárias de viagem. Exija-se deles renúncia a algumas dessas despesas e, no mínimo, a nomeação mínima de assessores. Porque cinco assessores é escandaloso - em alguns gabinetes nem cabem todos. E mesmo que coubessem, alguém - ou a maioria - não fará nada, exceto ir ao banco receber o salário. Ou apenas sobreporá o serviço de outro.

Finalmente, pressionem para tramitar o projeto, que, segundo dizem, está "protocolado há mais de dois anos" na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, reduzindo o número de vagas de 19 para 15. Ou, como disse repetidamente em sua campanha o vereador Omar Tomalih, finalmente reeleito, reduzir para 11. Vamos ver se a palavra dada vale uma rosca.

As hipocrisias precisam ser detidas, tanto de parte do candidato eleito quanto do eleitor que o elegeu. O exemplo começa em casa.

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